De volta ao mercado de fertilizantes
A decisão aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras nessa segunda-feira, dia 13, de retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas (MS), representa uma guinada estratégica para a soberania alimentar e energética do Brasil. Com um investimento estimado em US$ 1 bilhão, a estatal oficializa seu retorno ao setor de fertilizantes, corrigindo um hiato de mais de uma década e respondendo diretamente às vulnerabilidades expostas pela atual conjuntura geopolítica.
Conflito internacional
A retomada da UFN-III ocorre no momento em que os custos de importação de insumos agrícolas dispararam devido ao conflito no Oriente Médio, que encarece o transporte e a produção global de nitrogenados.
Cronograma
De acordo com a Petrobras, o início das operações comerciais da unidade de fertilizantes está programado para 2029. A instalação terá uma produção diária de 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia, insumos críticos para as safras de milho, cana-de-açúcar e café, motores do PIB brasileiro.
Segurança nacional
A localização estratégica da UFN-III em Mato Grosso do Sul permitirá o abastecimento direto do “cinturão agrícola” do Ppís, incluindo os estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo. Atualmente, o Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas de ureia por ano e possui uma dependência externa severa. A reativação desta unidade, paralisada desde 2015, é vista pelo mercado como uma medida de segurança nacional, garantindo que o agronegócio brasileiro não fique refém das oscilações de preços e das rotas logísticas ameaçadas por crises internacionais, como o bloqueio do Estreito de Ormuz.
A recompra de Mataripe
A retomada das negociações diretas entre a Petrobras e o fundo soberano Mubadala para a recompra da Refinaria de Mataripe (antiga RLAM), na Bahia, marca o capítulo mais concreto da estratégia de expansão da capacidade de refino da estatal sob o governo Lula. O movimento, reportado nessa segunda-feira, dia 13, sinaliza que a empresa está saindo da fase de intenções políticas para o campo das negociações financeiras e técnicas.
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