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Prazo do frete muda o fluxo de caixa
O fechamento de 06/11 reúne um ganho de previsibilidade no recebimento do frete e pressões mais localizadas sobre o custo das rotas. O limite de 30 dias úteis alcançou as operações de contratos antigos após a transição. Para transportadoras que também subcontratam, a mesma mudança pede revisão simultânea de contas a receber e a pagar.
O diesel S10 recuou um centavo na média nacional da ANP. É uma variação pequena diante da necessidade de recalcular pedágios por rota e categoria. O reajuste da Novo Litoral já produz efeito e o da EPR Iguaçu está previsto para 08/11. A prorrogação da medida provisória do diesel preserva o instrumento de apoio, enquanto os valores e prazos de cada subvenção continuam sujeitos aos atos da Fazenda.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou em 04/11 que o governo pretende publicar até segunda-feira, 9 de novembro, o decreto que regulamenta o fim da escala 6x1. No fechamento, o texto ainda aguardava publicação. A EC 141/2026 prevê, na primeira etapa em dezembro, a redução geral de 44 para 42 horas semanais e dois dias de repouso remunerado por semana. Para o TRC, o decreto deve orientar a organização das folgas e o papel da negociação coletiva. Enquanto o texto final é aguardado, as transportadoras podem simular a cobertura de viagens longas, as trocas de equipe e o cumprimento das janelas de entrega, considerando também o questionamento do prazo de transição no STF.
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ANATC na mídia
Café com a FRENLOGI debate o PL 2373/25 e os desafios para ampliar investimentos em infraestrutura no Brasil
A Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), com apoio do Instituto Brasil Logística (IBL), realizou nesta quarta-feira (2), no Senado Federal, mais uma edição do Café com a FRENLOGI. O principal tema foi o PL 2373/2025, que moderniza o marco legal de concessões e PPPs. A proposta foi aprovada pela Câmara e aguarda despacho da Mesa Diretora do Senado.
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Com demanda crescente, setor rodoviário defende novas regras para concessões
O transporte rodoviário é fundamental para a economia brasileira e responde pelo deslocamento de 65% das cargas e de 95% dos passageiros no país, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade filiada ao Instituto Brasil Logística (IBL). Diante da necessidade de ampliar os investimentos e modernizar a infraestrutura, representantes do setor defendem o avanço do Projeto de Lei nº 2373/2025, que atualiza as regras das concessões e das parcerias público-privadas (PPPs).
Para o presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes, o Brasil já acumula uma trajetória importante nas concessões rodoviárias, mas o aperfeiçoamento da legislação é necessário para garantir maior segurança aos contratos e estimular novos investimentos.
“O Brasil tem uma história de sucesso nas concessões rodoviárias, com mais de 30 mil quilômetros sob administração privada. Na Agência Reguladora Federal, ANTT, já temos 35 contratos de concessões de rodovias, com mais de 17 mil quilômetros sob gestão privada”, ressalta.
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Reforma Tributária: Estudo estima aumento de 414% na tributação de transportadoras do agro
A análise foi baseada em dados reais de empresas associadas à ANATC (Associação Nacional das Empresas Agenciadoras de Transporte de Cargas), incluindo algumas das maiores do país, considerando as operações realizadas ao longo de 2025. Com base nesse cenário, a consultoria estima um impacto financeiro superior a R$ 144 milhões.
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Conteúdo Exclusivo
Prazo do frete muda o fluxo de caixa
O fechamento de 06/11 reúne um ganho de previsibilidade no recebimento do frete e pressões mais localizadas sobre o custo das rotas. O limite de 30 dias úteis alcançou as operações de contratos antigos após a transição. Para transportadoras que também subcontratam, a mesma mudança pede revisão simultânea de contas a receber e a pagar.
O diesel S10 recuou um centavo na média nacional da ANP. É uma variação pequena diante da necessidade de recalcular pedágios por rota e categoria. O reajuste da Novo Litoral já produz efeito e o da EPR Iguaçu está previsto para 08/11. A prorrogação da medida provisória do diesel preserva o instrumento de apoio, enquanto os valores e prazos de cada subvenção continuam sujeitos aos atos da Fazenda.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou em 04/11 que o governo pretende publicar até segunda-feira, 9 de novembro, o decreto que regulamenta o fim da escala 6x1. No fechamento, o texto ainda aguardava publicação. A EC 141/2026 prevê, na primeira etapa em dezembro, a redução geral de 44 para 42 horas semanais e dois dias de repouso remunerado por semana. Para o TRC, o decreto deve orientar a organização das folgas e o papel da negociação coletiva. Enquanto o texto final é aguardado, as transportadoras podem simular a cobertura de viagens longas, as trocas de equipe e o cumprimento das janelas de entrega, considerando também o questionamento do prazo de transição no STF.
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Governo estuda aplicar IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures, diz jornal
A equipe econômica do governo Lula estuda recriar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para tributar aplicações que hoje contam com benefícios fiscais, segundo informações de O Globo.
O estudo que colocam investimentos incentivados na mira da equipe econômica parte da necessidade do governo federal recuperar receitas.
Segundo o jornal, a discussão abrange Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e debêntures incentivadas. Atualmente, essas operações têm alíquota zero de IOF.
A alternativa surge após o Congresso barrar tentativas anteriores de aumentar a tributação desses produtos. Como o IOF pode ter suas alíquotas modificadas por decreto presidencial, o Executivo teria condições de implementar a cobrança sem aprovação prévia dos parlamentares.
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TCU analisa alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços da reforma tributária
O Tribunal de Contas da União (TCU) analisará no dia 28 de outubro o cálculo da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo criado pela reforma tributária para substituir PIS, Cofins, IOF sobre seguros e parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O processo administrativo está na pauta do tribunal. O TCU tem até 31 de outubro para encaminhar os cálculos ao Senado, que terá até 22 de dezembro para analisar e, se necessário, alterar o percentual. Caso os prazos sejam cumpridos pelo governo, a CBS poderá ser cobrada em janeiro sem a necessidade de observar o prazo de 90 dias aplicável à instituição de tributos. Caso o Senado não fixe a alíquota a tempo, valerá o percentual calculado pelo TCU.
Durante a tramitação da reforma tributária, o Ministério da Fazenda estimou uma alíquota entre 8,53% e 9,05%, dependendo do nível de conformidade do sistema. Com a ampliação da lista de bens e serviços com benefícios fiscais pelos parlamentares, a estimativa subiu para 9,21%. A empresa de tecnologia tributária Roit calcula que a alíquota de referência chegue a 9,43% em 2027. Já projeções do economista Sérgio Gobetti, baseadas nas estimativas de receita do Orçamento de 2027, indicam um percentual próximo de 11%.
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Caminhões parados: espera chega a 11h40 em São Paulo
O tempo que um caminhão permanece parado à espera de carga ou descarga tornou-se um dos principais desafios para a produtividade do transporte rodoviário. Além de comprometer a utilização da frota, as filas nos centros de distribuição e nas instalações industriais dificultam a programação das viagens, elevam os custos operacionais e reduzem a capacidade das transportadoras de aproveitar seus veículos ao longo do dia.
Levantamento do Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), realizado a pedido do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), mostra que o tempo médio de descarga nos principais pontos recebedores da Região Metropolitana de São Paulo chegou a 5 horas e 9 minutos em 2025, o maior patamar dos últimos dez anos. Nos centros de distribuição, a espera chegou a 11 horas e 40 minutos.
A pesquisa, realizada com 175 estabelecimentos entre junho e novembro do ano passado, aponta o descompasso entre a capacidade de recebimento e o volume de entregas como um dos fatores que contribuem para os atrasos.
O estudo também identificou limitações estruturais: apenas 13% dos estabelecimentos pesquisados possuem vagas destinadas à carga e descarga. O resultado mostra que a digitalização dos processos pode contribuir para organizar o fluxo de veículos, mas não elimina, isoladamente, problemas de infraestrutura e capacidade operacional.
A busca por soluções para esses gargalos esteve entre os temas discutidos na Sightline, conferência promovida pela empresa de tecnologia logística Loadsmart, em Chicago, nos Estados Unidos. O encontro reuniu executivos de grandes embarcadores e especialistas em tecnologia para debater como a integração de sistemas de transporte, gestão de pátios e automação pode melhorar a eficiência das operações até 2030.
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Notícias
Pagamento do frete deve ser feito em até 30 dias úteis
Desde ontem (5), o limite de 30 dias úteis para pagamento do frete já é válido para todos os contratos. Veja o que sua transportadora precisa saber.
A ANTT publicou novas orientações sobre o prazo para pagamento dos serviços de transporte rodoviário de cargas.
A partir de 5 de novembro de 2026, o pagamento do frete não pode ultrapassar 30 dias úteis, inclusive nos contratos que já estavam em andamento antes da nova regra.
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Governo Federal aprova lista brasileira de minerais críticos e estratégicos
O Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou nesta quinta-feira (5) a lista dos minerais considerados críticos e/ou estratégicos a serem priorizados pela política nacional sobre o tema, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro deste ano. A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) estimula investimentos públicos e privados e promove a agregação de valor no país.
Além de garantir segurança jurídica, o enquadramento na lista é critério para acesso aos novos instrumentos de fomento da PNMCE. Somente os empreendimentos focados nesses 27 minerais, e inseridos no Cadastro Nacional de Projetos, poderão receber apoio governamental. A priorização é o que destrava, por exemplo, o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), criado para compartilhar riscos, alavancar o crédito bancário e superar o desafio do financiamento nas fases iniciais de pesquisa e mineração.
Os minerais foram distribuídos em três classes, de acordo com a importância para o Brasil em termos de soberania e industrialização, e considerando os seguintes fatores: o risco geopolítico; a concentração geográfica da produção; o potencial de substituição; a posição brasileira na cadeia; e a dependência e vulnerabilidade do país. As classes também sinalizam a prioridade no acesso aos instrumentos de fomento previstos na política.
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Estradas
Transporte é o principal gargalo de infraestrutura para 3 em cada 4 industriais no Brasil
O transporte é apontado por 75% dos empresários industriais brasileiros como o principal gargalo de infraestrutura. É o que mostra pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada com 2.500 representantes de médias e grandes empresas das cinco regiões do país. O levantamento integra a publicação inédita Panorama da Infraestrutura: Principais Demandas da Indústria Brasileira, divulgada nesta quinta-feira (5) pela CNI.
A avaliação da infraestrutura pelos industriais, no entanto, não é homogênea entre os diferentes setores. Aeroportos são avaliados positivamente por 64% dos empresários, seguidos por telecomunicações (62%) e energia elétrica (60%). O saneamento básico aparece na sequência, com 48%, à frente de portos (44%), rodovias (38%), hidrovias (27%) e ferrovias (21%).
Além de retratar as condições da infraestrutura brasileira sob a perspectiva dos empresários industriais, o documento reúne propostas nacionais já apresentadas pela CNI aos pré-candidatos à Presidência da República e 500 demandas locais identificadas pelas federações das indústrias como fundamentais para a modernização do setor.
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Ultragaz inaugura primeiro posto de biometano em rodovia do país
A Ultragaz inaugurou nesta quarta-feira (4), na Rodovia dos Bandeirantes, dentro do Complexo Lago Azul, o primeiro posto de biometano em rodovia do país. A infraestrutura tem capacidade de abastecimento de 24 mil m³ por dia, suficiente para atender cerca de 200 caminhões diariamente.
O posto, que recebeu investimento de R$ 4 milhões, entra em operação no primeiro trimestre de 2027 e faz parte da estratégia da Ultragaz para a distribuição de pontos de abastecimento nas principais rodovias do país, viabilizando uma logística de baixo carbono, operada 100% com combustível renovável.
“Esse é o primeiro passo da Ultragaz em relação a uma rota de corredor verde. [....] A gente vem trabalhando em parceria para viabilizar a infraestrutura de abastecimento nos corredores verdes do Brasil, nos corredores logísticos”, destacou o vice-presidente de Mercados da Ultragaz, Guilherme Darezzo.
No início, o atendimento será voltado aos clientes da Ultragaz. A expectativa é que, no futuro, a estrutura fique disponível para qualquer veículo pesado que busque o combustível renovável na estrada.
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