IBP solicita que governo não prorrogue imposto sobre exportação de petróleo - ANATC - Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas

IBP solicita que governo não prorrogue imposto sobre exportação de petróleo

Pedido acontece após Ministério da Fazenda recomendar manutenção da alíquota de 12%

O IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) solicitou que o governo federal não prorrogue a alíquota de 12% do imposto de exportação incidente sobre o petróleo bruto.

Em ofício enviado nesta sexta-feira (21) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, o instituto sustenta que a medida não ampliou a oferta do produto ao mercado interno, devido à limitada capacidade de refino nacional. O IBP também afirma que o imposto representa uma carga desproporcional sobre os projetos de exploração e produção, comprometendo investimentos, sobretudo na revitalização de campos.

A Secretaria de Reformas Econômicas da pasta afirma que não vê fundamentos para alterar a alíquota antes do término da vigência da resolução do Gecex (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) que estabeleceu a cobrança por 60 dias, a partir de 10 de julho.

Em contrapartida, o IBP afirma que o Brasil representa uma parcela pequena do mercado mundial e atua como tomador de preços (price-taker), sem poder de mercado suficiente para influenciar as cotações internacionais.

Ainda segundo o instituto, apesar do imposto, o volume exportado cresceu 11,4% no primeiro semestre, argumento usado  para justificar que a tributação não conseguiu desestimular persistentemente as exportações.

No pedido, a instituição também diz que o Brasil já teria mecanismos para capturar os ganhos extraordinários do petróleo.

O IBP lista royalties, participação especial, excedente em óleo da partilha, IRPJ e CSLL e dividendos da Petrobras.

Segundo seus cálculos, esses mecanismos destinariam aos cofres públicos cerca de 70% do valor bruto adicional gerado pela alta dos preços, com R$ 92,9 bilhões de receita adicional para a União neste ano, frente à projeção orçamentária inicial.

No primeiro semestre os royalties somaram R$ 36,5 bilhões no primeiro semestre, dos quais R$ 9,6 bilhões estariam associados à alta do petróleo. O adicional foi dividido entre União (R$ 3 bilhões), estados (R$ 2,7 bilhões) e municípios (R$ 3,9 bilhões).

Para o IBP, isso mostra que o Estado já captura parte da valorização do barril sem precisar do imposto.

Tags: CNN BRASIL

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