ABR e ABEAR apresentam panorama do setor aéreo no Café com a FRENLOGI

ABR e ABEAR apresentam panorama do setor aéreo no Café com a FRENLOGI

O presidente da ABR Aeroportos do Brasil, Fábio Carvalho, e o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Juliano Noman, participaram do encontro Café com a FRENLOGI, realizado nesta semana, que teve como tema central “Infraestrutura Aeroportuária: Caminhos para a Sustentabilidade e Eficiência”.

Durante o evento, Fábio Carvalho apresentou a exposição técnica intitulada “A Voz dos Aeroportos Brasileiros”, na qual destacou que a política de concessões aeroportuárias é um caso de sucesso no Brasil. Segundo ele, antes das concessões, os 12 maiores aeroportos do país operavam acima da capacidade teórica, o que tornava a infraestrutura aeroportuária um gargalo. Após dez anos de concessões, o número de passageiros passou de 9 milhões para 21 milhões, com os aeroportos operando com ociosidade, demonstrando que a capacidade de expansão existe e não é o principal desafio atual.

Carvalho ressaltou que os efeitos da pandemia ainda impactam fortemente o setor. Ele citou como exemplo o fato de que, durante a crise sanitária, a plataforma Zoom chegou a valer mais do que as quatro maiores companhias aéreas do mundo, evidenciando a magnitude da transformação vivida pela aviação.

O presidente da ABR também enfatizou que o foco da entidade é promover o desenvolvimento da aviação civil brasileira, com a retenção das companhias aéreas que já operam no país e a atração de novas empresas. “Quanto mais brasileiros voarem, melhor. Nosso objetivo é ampliar a oferta e a concorrência, o que contribui para a redução de preços e maior conectividade”, afirmou.

Carvalho destacou os principais desafios enfrentados pelo setor, divididos entre concessionárias, companhias aéreas e órgãos públicos. Entre os pontos críticos estão a transferência de custos não contratuais, a elevada carga tributária, o preço do combustível de aviação (QAV e SAF), a falta de aeronaves disponíveis, os custos dolarizados e a insegurança jurídica. Ele também mencionou a necessidade de planejamento de longo prazo e de políticas públicas estáveis, que não sejam afetadas pelas mudanças de governo.

O presidente da ABR revelou que, no dia 25 de novembro, será realizado em Brasília o evento Airport National Meeting, onde será lançado um estudo internacional que detalha os problemas estruturais da aviação brasileira. “Estamos cansados de falar para quem já conhece os problemas. Precisamos comunicar isso para a sociedade, claramente e fundamentada que chegue ao Congresso e gere compreensão sobre os desafios do setor”, afirmou.

Carvalho concluiu destacando que a aviação é um vetor essencial para o desenvolvimento do país, promovendo geração de empregos, melhoria na qualidade dos serviços, fortalecimento da cadeia do turismo, eficiência logística e integração nacional. Para que o setor continue avançando, é fundamental que haja alinhamento entre os interesses públicos e privados, além de um ambiente regulatório seguro e previsível que estimule novos investimentos.

ABEAR também destaca a importância de ampliar o diálogo

Juliano Noman, presidente da ABEAR, também participou do debate e reforçou a importância de ampliar o diálogo e esclarecer os fatos sobre o setor aéreo. “Nosso papel é buscar a verdade dos fatos e mostrar que a competição é saudável. Ela cresce o mercado, oferece opções e beneficia todos os envolvidos”, destacou.

Noman lembrou que a ABEAR representa praticamente a totalidade do serviço aéreo no Brasil, incluindo as três maiores companhias, empresas regionais e cargueiras. Ele defendeu que o setor aéreo seja tratado como política de Estado, essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. “Nunca verão da ABEAR qualquer defesa anticompetitiva ou de fechamento de mercado. Muito pelo contrário, estamos aqui para colaborar e ampliar as oportunidades para os passageiros e para o Brasil”, afirmou.

O presidente da ABEAR também mencionou a importância de garantir conectividade real entre os destinos brasileiros, evitando que aeroportos modernizados se tornem estruturas subutilizadas. “A infraestrutura precisa estar acompanhada de voos, de conectividade. Voar apenas para capitais não é suficiente. É preciso abrir opções e tornar os destinos viáveis”, concluiu.

Tags: FRENLOGI

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