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Resumo notícias sobre o setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil

O setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil encerrou a última semana sob os impactos de uma combinação de fatores econômicos e operacionais que têm exigido adaptação das transportadoras e motoristas autônomos. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) publicado pela imprensa, o aumento no custo do diesel e a desaceleração da atividade econômica estão pressionando a rentabilidade do setor.

Matéria do jornal Valor Econômico destacou que o preço médio do diesel comum nas bombas subiu mais de 8% desde junho, influenciado pela retomada parcial da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e pela instabilidade do mercado internacional. A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) projeta que, com a elevação nos custos operacionais, os fretes podem sofrer reajustes de até 6% no segundo semestre.

Além do combustível, a escassez de crédito para renovação de frota e o aumento no valor dos seguros têm dificultado a modernização da logística. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, empresas de médio porte têm enfrentado dificuldades para financiar veículos pesados diante da elevação dos juros e das exigências mais rígidas dos bancos.

Por outro lado, o setor tem apostado na digitalização como forma de reduzir perdas e aumentar a eficiência. De acordo com o Estadão, plataformas de gestão de frete, roteirização e rastreamento têm se expandido entre as pequenas transportadoras, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. O uso de aplicativos para contratação de caminhoneiros autônomos também tem ganhado tração, fomentando um mercado mais dinâmico e competitivo.

Em paralelo, o Portal Transporte Mundial informou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou nesta semana uma nova fase de fiscalização eletrônica dos pisos mínimos do frete, com cruzamento de dados em tempo real entre sistemas da Receita Federal, da ANTT e da Polícia Rodoviária Federal. A medida visa coibir fraudes e garantir maior equilíbrio nas relações contratuais.

Apesar dos desafios, o setor ainda é responsável por mais de 60% da movimentação de cargas no território nacional, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que o segundo semestre deve ser marcado por ajustes estratégicos, como consolidações entre empresas, renegociação de contratos e ampliação de serviços integrados de logística.

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