A semana trouxe movimento tanto na infraestrutura rodoviária quanto na agenda regulatória e legislativa do transporte de cargas.
Na BR-080/DF, foi liberado ao tráfego, na segunda-feira (22), um trecho de oito quilômetros de pista duplicada, entre o km 2 e o 10, na região de Brazlândia. A entrega vai permitir que o tráfego seja desviado mais adiante, quando começar a restauração da pista existente com a técnica de Whitetopping, prevista para o segundo semestre. No total, mais de 40 quilômetros serão duplicados nessa rodovia, com investimento de R$ 450 milhões dividido em dois contratos.
Em São Paulo, a partir de 1º de julho, doze concessionárias terão reajuste nas tarifas de pedágio, conforme autorização da Artesp publicada nessa quarta-feira (24). A exceção é a Entrevias, cujo reajuste só entra em vigor na próxima segunda-feira (6/7).
Justamente na malha da Entrevias, motoristas que trafegam pela SP-333, entre Borborema e Pongaí, precisam redobrar a atenção por causa de obras de duplicação em diversos pontos da rodovia. Entre essas obras está a construção de uma nova ponte sobre o Rio Tietê, considerada a maior do estado de São Paulo, com 2,4 quilômetros de extensão.
O setor de concessões também esteve em debate na Bienal das Rodovias 2026, promovida pela ABCR. O evento, realizado em Brasília nos dias 17 e 18 de junho pqssados, reuniu mais de 3,5 mil pessoas para discutir o presente e o futuro das concessões, sob o mote da força da regulação, e marcou os 30 anos da entidade.
No campo legislativo, a MP do frete mínimo avançou. A Medida Provisória 1.343/2026, que reforça a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, foi aprovada pela Câmara e segue para o Senado. A expectativa é de que a votação seja realizada no primeiro dia do mês de julho.
O Senado precisa votar o texto até 16 de julho, sob pena de a medida perder validade. A versão aprovada inclui um substitutivo do relator, deputado Zé Trovão, que trouxe temas como anistia de multas de caminhoneiros por protestos pós-eleições de 2022 e mudanças nas regras sobre excesso de carga e velocidade.
Por fim, a reforma tributária continua a redesenhar a logística do país.
Com a substituição gradual do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços, a fiscalização física de mercadorias entre estados tende a perder relevância. Transportadoras e operadores logísticos já revisam a localização de centros de distribuição e o desenho de suas malhas operacionais por conta dessa mudança.
ANATC

