A safra 2025/26 consolidou uma mudança importante no setor sucroenergético do Nordeste: o etanol ultrapassou o açúcar e se tornou o principal destino da cana processada pelas usinas da região.
Mesmo com a moagem recuando 1,4%, para 48,96 milhões de toneladas, a produção total de etanol cresceu 6,2%, alcançando 1,86 milhão de metros cúbicos. O destaque ficou para o etanol anidro, utilizado na mistura obrigatória à gasolina, cuja produção avançou 20,2%.
Enquanto os biocombustíveis ganharam espaço, a produção de açúcar caiu 16,8%, totalizando 2,92 milhões de toneladas. A retração reflete preços internacionais menos atrativos, incertezas nas exportações e uma estratégia das usinas voltada para mercados considerados mais rentáveis.
A mudança também aparece no mix industrial. O etanol passou a absorver 51,84% da cana processada, contra 45,72% na safra anterior. Já a participação do açúcar caiu para 48,16%.
No consolidado de Norte e Nordeste, a moagem atingiu 55,93 milhões de toneladas, com produção de etanol crescendo 2% e a de açúcar recuando 15,8%.
Os números reforçam uma tendência cada vez mais clara: diante da expansão dos biocombustíveis e da busca por melhores margens, as usinas estão ajustando suas estratégias e ampliando o protagonismo do etanol na matriz produtiva brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio – Veja na íntegra aqui
Tags: SCABRASIL

