Transporte do Futuro: Confira os destaques do 1º dia do evento - ANATC - Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas

Transporte do Futuro: Confira os destaques do 1º dia do evento

“ANTT do futuro”, segredos de gestão, governança e fator humano marcaram a agenda dos painéis; também foram revelados os vencedores do prêmio “BSOFT nos 6 eixos da logística”

Em meio a mudanças regulatórias, avanço da tecnologia, oportunidades na multimodalidade e desafios de infraestrutura, líderes do transporte se reuniram para discutir os avanços do setor na 1ª edição do Transporte do Futuro. Organizado pela MundoLogística, o evento começou nesta terça-feira (17) e vai até amanhã (18), combinando conteúdo técnico, geração de negócios e relacionamento profissional em um único ambiente.

O superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), José Aires Amaral Filho, abriu a programação da manhã, comentando sobre os planos da agência com a implementação de modelo de fiscalização baseado em dados.

Durante a plenária “ANTT do Futuro”, ele afirmou que a autarquia procura sair de uma regulação de comando e controle, focada em autuar quem não cumpre as normas. “[A ANTT] pretende iniciar uma avaliação e mudar um pouco o perfil, sair dessa posição de comando e controle para uma regulação mais responsiva, onde a gente avalia as melhores práticas”, disse.

A transformação é sustentada pela criação de um amplo ecossistema de dados que reúne informações de documentos eletrônicos de transporte, como o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). “[A ANTT] acredita que a decisão e a competitividade do setor logístico estão atreladas ao acesso a essas informações”, afirmou Amaral.

A palestra coincide com as recentes mudanças regulatórias anunciadas pela ANTT em relação ao piso mínimo de frete. Desde maio de 2026, por exemplo, o CIOT passou a ser condição indispensável para qualquer operação e foi vinculado ao MDF-e.

Desse modo, fretes que não atendem ao piso deixam de gerar o código e não avançam para a etapa operacional. O descumprimento das novas regras pode levar a multas milionárias, suspensão do direito de contratar fretes e até a suspensão cautelar ou cancelamento do RNTRC por até dois anos.

O SEGREDO DOS MELHORES DO MUNDO

Durante a plenária “O segredo dos melhores do mundo”, o CEO da nstech, Vasco Oliveira, compartilhou aprendizados acumulados ao longo das duas décadas que administrou a AGV Logística. Ele apresentou uma pesquisa realizada pela McKinsey que revela os fatores em comum entre as melhores empresas de logística do mundo.

De acordo com a pesquisa, há cinco pontos recorrentes entre elas: adoção de modelos asset light, com menor dependência de ativos próprios; foco na escolha dos clientes certos; uso intensivo de tecnologia; ampliação do portfólio de serviços; e programas de atração e retenção de talentos.

Entre essas variáveis, Oliveira destacou a importância da escolha assertiva dos clientes de acordo com cada operação. “A estratégia é saber falar não. É preciso saber para quem você quer vender”, enfatizou.

O CEO da nstech ainda acrescentou outros pontos que foram relevantes para o crescimento da AGV Logística. O primeiro deles é a densidade de malha, definida por ele como o “santo graal da logística”, por permitir ganhos conforme a expansão da operação.

Os outros dois pilares são a cultura Lean, baseada na melhoria contínua dos processos, e a gestão de riscos, com foco na prevenção de perdas com roubos de carga, acidentes, avarias e problemas de inventário. “O dia em que a gente [AGV] virou a chavinha para entender que gestão de risco era parte central da cultura da companhia, isso mudou completamente a maneira da gente enxergar o problema”, enfatizou.

Ao final, a principal reflexão deixada por Oliveira foi a mesma que abriu a apresentação do executivo: “O sucesso de uma empresa depende mais do macro ou do micro?”. Para o CEO da nstech, a resposta está na gestão das empresas.

RISCOS TRABALHISTAS NO TRC

A CEO da CTE-Consultoria Trabalhista de Elite, Roberta Santana, comentou que antes de 2012 não havia nenhuma legislação ligada a jornada de motorista. No entanto, a Lei 12.619/2012 criou a obrigação do controle de jornada.

Já em 2015, a executiva disse que houve uma “revolução no setor” com a Lei 13.103/2015.  O jogo muda novamente em 2023, quando o STF declara a inconstitucionalidade de boa parte da lei, considerando mudanças na jornada de trabalho e no descanso dos motoristas profissionais.

É justamente nesse período de adaptação às novas regras que surgem os passivos trabalhistas, pois é difícil realizar as mudanças rapidamente. O setor de transporte é o terceiro setor que mais possui ações trabalhistas no mundo.

Durante a palestra “Riscos trabalhistas: gestão ativa, redução de perdas”, a executiva destacou que o fim do tempo da espera também se tornou custo. “Caminhão parado custa para a transportadora e motorista parado também”, enfatizou.

A SUCESSÃO EM EMPRESAS DE TRANSPORTE

O CEO da Tiger Log, Marco Antonio Neves, apontou que as empresas familiares sustentam o Brasil. Ao longo da plenária, o especialista trouxe o dado de que 90% dos negócios no país têm perfil familiar.

No entanto, poucas empresas atravessam a transição entre as gerações. De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela Tiger Log, mais de 70% das empresas familiares no transporte rodoviário de cargas de médio e grande porte não possuem nenhum tipo de plano de sucessão.

Para Neves, a tradição não é garantia do futuro. “Sucessão não é um evento, e sim um processo. Quando se trata como processo, a sucessão é feita de forma planejada e gradual”, apontou.

Na visão do executivo, as causas mais comuns de insucesso são ausência de planejamento, falta de governança, apego do fundador, conflitos familiares, resistência à profissionalização e patrimônio desorganizado. Para ele, há três pilares que sustentam a continuidade do legado entre familiares nas empresas: governança, pessoas e estratégia.

O debate sobre sucessão continuou com a participação do CEO da Ritmo Logística, Paulo Carvalho, que abordou um dos principais desafios da sucessão: o desinteresse dos herdeiros em assumir os negócios.

Segundo ele, os fundadores, muitas vezes, incentivam os sucessores a trabalhar na empresa desde cedo, mas nem sempre os filhos desejam seguir o mesmo caminho. “Os herdeiros precisam ficar confortáveis para fazer a escolha”, explicou. Para Carvalho, forçar a continuidade da gestão familiar pode trazer resultados negativos para a empresa e até forçar o fim do negócio.

Já o CEO da Urbano Bank, Tayguara Helou, destacou a necessidade de procurar um melhor modelo de operação de sucessão ou mudanças nas diretorias para preservar a cultura das companhias. “Grandes empresas sofrem quando há mutações abruptas nos processos das empresas”, enfatizou.

A transformação digital também foi apontada como um fator importante para a continuidade dos negócios atualmente. O founder e CEO da TruckPag, Kassio Seefeld, enfatizou que o setor de transporte vive uma rápida evolução tecnológica. “A gente vê uma evolução muito grande no mercado. Não tem mais opção”, afirmou.

GOVERNANÇA COMO ESTRATÉGIA PARA CRESCIMENTO

Para o diretor executivo de logística da Yara Fertilizantes, Alberto Rodrigues, a construção da governança de uma empresa é uma atividade muito intensa. “Não é uma jornada rápida, ela deve partir dos pontos mais críticos para os mais simples para as empresas”, explicou.

Na visão do COO da Jadlog, Fernando Gasparini, para construir um padrão de governança que seja aplicado a operações distintas, são necessárias adaptações. Para chegar a esses resultados, o executivo chamou a atenção para a necessidade de construir processos. “É preciso processos bem estabelecidos”, disse.

Quando questionado sobre como as empresas lidam com os riscos relacionados à governança, o Chief Sales Officer da Solides, Bruno Lotfi, afirmou que muitas organizações ainda não compreendem totalmente a própria exposição. “A gente percebe que as empresas têm ideia dos riscos que podem ser gerados, mas a ação só acontece depois de algum problema”, apontou.

PESSOAS E TECNOLOGIA: DIFERENCIAL COMPETITIVO

Durante o painel “Construindo diferencial competitivo no transporte”, o destaque foi a importância das pessoas para o funcionamento das operações logísticas. Para a diretora-executiva da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), Marcella Cunha, o maior desafio do setor é humano.

“Há dificuldades em atrair e reter talentos tanto nos casos dos caminhoneiros quanto no caso de colaboradores de chão de fábrica”, pontuou a executiva. Essa visão foi compartilhada pelos outros presentes na plenária.

O diretor de negócios e operações da Cootravale, Edson Arthur da Costa, reforçou que o desafio está em desenvolver nas pessoas o interesse pelo transporte. “O transporte, em geral, sempre foi visto de uma forma pejorativa. Então, é preciso desenvolver nas pessoas o interesse pelo setor”, destacou.

Enquanto o COO da Total Express, Ricardo Mello, pontuou que a tecnologia é um diferencial competitivo capaz de agregar valor às operações logísticas, o CEO da Ghelere Transportes, Eduardo Ghelere, lembrou que a transformação do setor depende também do desenvolvimento das pessoas.

Transporte do Futuro: Confira os destaques do 1º dia do evento

“Quando olho para o Brasil, os desafios são gigantescos. Há muitos problemas na questão da informação”, afirmou Ghelere. Para o executivo, a capacitação das equipes é um dos caminhos para enfrentar esse cenário.

Mesmo com os desafios do setor, Marcella fechou o painel com uma opinião otimista para o segmento. “Se não houve mudanças no cenário atual, o que vai acontecer? O setor vai atrás da solução”, explicou. Para ela, isso pode aparecer em investimentos na automação no maior nível possível.

OPORTUNIDADES NA MULTIMODALIDADE

A multimodalidade também foi tema de discussão durante o Transporte do Futuro 2026. Durante a plenária “Oportunidades na multimodalidade: conectando para entregar”, especialistas do aéreo, marítimo e ferroviário defenderam a combinação entre diferentes modais.

Para o CEO da Contrail, Rodrigo Paixão, o Brasil ainda possui uma grande oportunidade de expandir a participação da ferrovia, especialmente nas operações ligadas ao Porto de Santos. Ao citar casos da empresa, o executivo destacou os resultados da integração.

“Todo cliente que entrou no modelo multimodal continuou com a empresa. Foi complicado sair da rodovia. Porém, quando ele se adapta ao novo cenário, ele não quer deixar para trás”, afirmou.

A necessidade de olhar para as dificuldades para cada cliente também foi ressaltada pela diretora geral da GOLLOG, Patrícia Bello. Segundo ela, o transporte aéreo ainda é frequentemente visto apenas pelo seu custo, quando deveria ser analisado pelo valor que gera para o cliente.

Em operações que exigem rapidez, como no e-commerce, o modal aéreo deixa de representar uma despesa adicional e passa a ser um investimento estratégico. “É preciso encontrar a necessidade do cliente”, revelou.

Para completar a discussão, o CEO da DP World, Fabio Siccherino, chamou a atenção para a criação de parcerias estratégicas para projetar operações de acordo com cada cliente atendido.

O executivo citou o caso do transporte de algodão do Oeste da Bahia e do Mato Grosso, que enfrentava gargalos ao chegar à cidade de São Paulo. Para reduzir esses impactos, a carga agora passa por um terminal no interior paulista e segue por ferrovia até o Porto de Santos. “Isso mostrou ser muito mais vantajoso”, afirmou.

O AGRONEGÓCIO

O Transporte do Futuro 2026 também dedicou espaço ao agronegócio — um dos pilares da economia brasileira. E, para quem atua no segmento, a Reforma Tributária apareceu como uma das principais preocupações.

Para o CEO da Atua, Décio Mazzutti, as mudanças já começaram e exigem atenção das empresas. Na mesma linha, o diretor de Transportes da Cargill, Denis Poleti, apontou a relevância do regime tributário para as empresas que trabalham com a Cargill.

A gestão dos transportadores e a digitalização dos processos também apareceram entre os desafios para o agronegócio. Durante o painel sobre subcontratação, o CEO da Motz, André Pimenta, destacou que a dimensão continental do Brasil impõe limitações ao transporte de cargas. Dessa forma, para ele, a solução é investir na digitalização.

Para o gerente de Transportes da Votorantim Cimentos, ?Fernando Bergaro, as parcerias também podem ser soluções para o transporte. “A grande estratégia é realizar parcerias que fazem a documentação, que garantem melhor custo e assim resultam o melhor resultado para a empresa”, disse.

Além disso, o diretor de relações institucionais da Associação Nacional das Empresas Agenciadoras de Transporte De Cargas (ANATC), Carley Fernando Welter, defendeu uma maior articulação entre os diferentes agentes do transporte rodoviário de cargas para fortalecer o diálogo com o poder público e os órgãos reguladores. “O ponto de partida é termos uma maior unidade no TRC para conversarmos mais tecnicamente com o executivo e com o agente regulador”, pontuou.

Para ele, não adianta lutar por mudanças sem preparações. “Quando acontece algo como as mudanças no CIOT, é preciso entrar com argumentações mais técnicas para mudar uma regulação ou legislação”, sustentou.

OPERAÇÕES DO VAREJO

Nos painéis voltados ao varejo e às operações de distribuição, os executivos destacaram o papel da tecnologia como aliada para aumentar a eficiência nas operações de transporte. O diretor de transportes do Magalu, Eduardo Pereira, explicou que a companhia utiliza ferramentas tecnológicas em processos como roteirização e gestão operacional dos motoristas. “A ferramenta consegue automatizar e melhorar a experiência do cliente”, destacou.

A importância de investimentos em tecnologia também foi apontada pela Senior Leader de Transportes Last Mile da Amazon, Barbara Lyra. No entanto, ela mencionou um desafio: o problema da implementação da tecnologia é a cultura organizacional. “Isso pode mudar uma vez que as pessoas que entendem a dimensão da tecnologia”, enfatizou.

O diretor de Logística e Abastecimento do Grupo Pereira, Roberto Soares, também explicou que usa a tecnologia no varejo alimentar e eles ainda querem mais. Atualmente, a empresa procura mais soluções que otimizem a operação e ofereçam maior visibilidade das informações.

Quando a discussão se voltou para a qualidade da relação entre as transportadoras e os embarcadores, os executivos defenderam relações mais colaborativas entre varejistas e operadores logísticos.

O diretor de Logística do Carrefour Brasil, Ricardo Ramos, apontou que o setor é extremamente heterogêneo e que as grandes empresas têm responsabilidade no desenvolvimento dos parceiros. “No final, é preciso olhar para o transportador como um parceiro estratégico, para analisar quem tem proposição a crescimento e para quem não tem vocação para a operação”, apontou.

Já o diretor de Logística da Renner, Ricardo Schilder Lima, ressaltou a importância das relações de longo prazo, especialmente em períodos de sazonalidade. Para o COO da Privalia Brasil, Cesar Borges, ainda existe uma grande oportunidade para que embarcadores e transportadores atuem de forma mais propositiva e estratégica.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES DO TRANSPORTE DE INDÚSTRIA

A tecnologia também foi apresentada de forma relevante nos painéis em que se discutiu sobre indústria. A head de Operações do Grupo Maroni Brasil, Stephany de Oliveira, destacou que a implementação das soluções exige mais do que treinamento operacional.  Segundo ela, é necessário que os colaboradores compreendam o propósito das mudanças.

“Não é só um treinamento para inserção da tecnologia, é preciso que o colaborador entenda por que aquilo está sendo aplicado”, afirmou.

O diretor de vendas e marketing da Gobrax, Ronaldo Lemes, ressaltou que a equação de resultados positivos envolve a capacitação de pessoas. “O gestor precisa ter noção do que ele quer tratar antes de trazer a tecnologia. Assim, a tecnologia consegue trazer previsibilidade para a operação”, comentou.

Para o diretor de Transportes da PepsiCo, Anderson Pinheiro, os dados se tornam essenciais para o sucesso das operações. “Sem dados e sem tecnologia, é muito complexo”, garantiu. O executivo reforçou o papel da torre de controle da empresa para aumentar a produtividade, melhorar a previsibilidade e acelerar a tomada de decisões.

Na opinião da Supply Chain Director da Campari, Renata Fioravante, a chave do sucesso é fazer com que o transportador entenda a importância da empresa. Do outro lado da mesa, a diretora Comercial e de Marketing da Jamef, Bárbara Opsfelder, apontou que a companhia busca desenvolver parcerias de longo prazo. “A orientação para o time comercial é não ir atrás do cliente, mas sim atrás do parceiro”, afirmou.

REFORMA TRIBUTÁRIA

A Reforma Tributária foi tema recorrente em diversos momentos durante o primeiro dia do Transporte do Futuro 2026. A implementação do novo modelo ocorrerá de forma gradual, com a convivência entre o sistema tributário atual e o novo modelo ao longo do período de transição.

Sobre o tema, o CEO da Rumo BR, Rafael Brito, alertou que as empresas precisam encarar a Reforma Tributária como uma mudança estrutural. Segundo ele, o processo exige planejamento e envolvimento de diferentes áreas da organização.

“Faça um planejamento. As mudanças não vão acontecer somente no departamento de contabilidade. Todos precisam estar na mesma página”, recomendou. O executivo também ponderou que o mercado poderá penalizar empresas que não se prepararem adequadamente para o novo cenário.

O especialista contábil e fiscal do ERP da Praxio by nstech, Mauricio Consani, acrescentou que o período de transição deverá ser desafiador para transportadores e embarcadores. Para o executivo, vai ser um “período custoso” para profissionais não capacitados. “Agora é o momento de capacitar os profissionais para ele gerir todos esses processos”, alertou.

PESQUISA DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGA

Durante o primeiro dia do Transporte do Futuro 2026, os participantes ainda tiveram acesso a um levantamento exclusivo organizado pela MundoLogística, que divulgará insights detalhados da pesquisa em breve.

A pesquisa qualitativa foi realizada com fundadores, presidentes e diretores-executivos de empresas que atuam nos mercados B2B e B2C. Entre os principais desafios apontados para o curto prazo estão a compressão das margens, a volatilidade dos custos e a escassez de mão de obra.

Para os próximos anos, os participantes da pesquisa defenderam uma mudança de mentalidade no setor. Alguns dos temas mais citados foram a necessidade de otimizar a seleção de clientes e a ampliação do uso da tecnologia para aumentar a eficiência e competitividade.

O BRASIL NÃO É PARA AMADORES

Para finalizar o primeiro dia do Transporte do Futuro, o CEO da nstech, Vasco Oliveira; o sócio-diretor da RC Sollis, Celso Queiroz; o CEO da AGV, Maurício Motta; e o CEO da Patrus Transportes, Marcelo Patrus, integraram a plenária “O Brasil não é para amadores”. Durante o debate, os executivos destacaram os desafios de operar no país, porém enfatizaram as oportunidades que podem guiar o setor nos próximos anos.

Para Queiroz, o principal ofensor do transportador brasileiro é a ineficiência. Já o executivo da Patrus defendeu a necessidade de dar valor ao transporte brasileiro. “A gente tem que pôr na cabeça que sem a transportadora o cliente não vendeu. […] Não adianta a pessoa ter a melhor marca, o melhor marketing ou a melhor influência. Se nós não entregarmos, ela não vendeu”, apontou.

Na visão de Vasco Oliveira, a mudança cultural mais importante para a logística brasileira nos próximos dez anos é a “colaboração em rede”, o entendimento do “network effect” e densidade de malha.

PRÊMIO TRANSPORTADORA DO FUTURO: CATEGORIA BSOFT

Ao fim do dia, também foram anunciados os vencedores da “categoria BSOFT” na primeira edição do Prêmio Transportadora do Futuro 2026, iniciativa da MundoLogística e da nstech que reconhece transportadoras pela qualidade de gestão. A premiação divide as empresas em duas categorias por faturamento: BSOFT, para receita bruta anual de até R$ 30 milhões; e KMM, para valores acima disso.

Foram entregues três troféus: “Melhor OTIF”, “Gestão ESG na Logística” e o principal, “Transportadora 6EL do Ano”. Nesta edição, foram mais de 100 inscrições, das quais 96 consideradas válidas.

A avaliação é baseada nos “6 Eixos da Logística” (6EL), metodologia criada pela nstech que estrutura a análise em seis dimensões: “OTIF”, “Agilidade”, “Custo”, “Meio Ambiente”, “Social” e “Governança”.

Tags: Mundo Logística

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