Levantamento mostra valores praticados na segunda semana de setembro. A gasolina comum manteve a média nacional de R$ 6,53 por litro e o etanol subiu em 14 Estados
O preço médio do diesel S-10 avançou 1,31%, para R$ 6,97 por litro, na semana entre 6 a 12 de setembro em relação à semana anterior, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A gasolina comum manteve a média nacional de R$ 6,53 por litro. Regionalmente, o maior preço médio apareceu no Norte, a R$ 7,00 o litro, e o menor no Sul, a R$ 6,39, mostram os dados da ANP.
Já o preço médio do gás de cozinha apresentou variação de 0,2%, a R$ 114,28 o botijão de 13 quilos.
Entre as regiões, o valor mais alto foi registrado no Norte, a R$ 125,19, enquanto o menor preço médio foi observado no Sudeste, a R$ 111,24.
Já os preços médios do etanol hidratado subiram em 14 Estados e no Distrito Federal (DF), caíram em 8 e ficaram estáveis em 3 outros na semana de 6 a 12 de setembro. No Amapá não houve cotação.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 2,28%, a R$ 4,04 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,62%, para R$ 3,76 o litro.
A maior queda ocorreu no Acre, de 1,98%, a R$ 4,96 o litro. A maior alta foi registrada em Goiás, de 11,51%, a R$ 4,36/litro.
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 2,89 o litro, em Minas Gerais. O maior preço, de R$ 6,50 o litro, foi observado no Acre. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,76 o litro, foi registrado em São Paulo, enquanto o maior preço médio foi verificado no Rio Grande do Norte, de R$ 5,39 o litro.
A ANP divulga o levantamento de preços de combustíveis sempre às sextas-feiras, mas o balanço foi adiado para esta segunda-feira.
Competitividade
O etanol era mais competitivo em relação à gasolina em 11 Estados e no Distrito Federal na semana de 6 a 12 de setembro. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol apresentou paridade de 61,87% em relação à gasolina, porcentual favorável ao biocombustível, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.
A paridade foi de 66,40% no Acre; 67,46% na Bahia; 65,57% no Distrito Federal; 65,37% em Goiás; 57,19% em Mato Grosso; 60,78% em Mato Grosso do Sul; 65,29% em Minas Gerais; 69,57% no Pará; 61,82% no Paraná; 69,19% em Rondônia; 67,34% em Santa Catarina e 59,21% em São Paulo.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade superior a 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. Entretanto, pela metodologia adotada, o etanol é considerado economicamente mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina.
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