Interseção provisória prevista pela ANTT ficará a cerca de 2 km do terminal, mas ainda não tem data para começar; operação está prevista para dezembro
O novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, previsto para entrar em operação em dezembro de 2026, deverá começar a funcionar com uma solução provisória para o retorno dos caminhões que seguirem em direção ao Paraguai. Sem uma interseção imediata em frente ao terminal, os veículos terão de percorrer cerca de oito quilômetros pela BR-277 até Santa Terezinha de Itaipu para fazer o retorno e voltar no sentido da fronteira.
A solução definitiva está prevista em uma interseção do tipo Parclo, localizada a aproximadamente dois quilômetros do novo Porto Seco, entre o terminal e o atual posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) – Parclo é a abreviação de Partial Cloverleaf, ou trevo parcial. O modelo utiliza alças para organizar os movimentos de entrada, saída e retorno dos veículos e pode reduzir a concentração de manobras em um único ponto.
No caso da BR-277, a estrutura será acompanhada de faixas adicionais, com o objetivo de melhorar a circulação dos veículos pesados e reduzir conflitos de tráfego.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já autorizou duas intervenções na BR-277 relacionadas ao funcionamento do novo complexo logístico. A primeira delas fica exatamente em frente à área onde o Porto Seco está sendo construído.
A obra de acesso já começou e deverá organizar a entrada e a saída dos veículos pesados. Ela, no entanto, não contempla um retorno no próprio local. Com isso, quando o terminal entrar em operação, os caminhões que deixarem o Porto Seco em direção ao Paraguai deverão utilizar o retorno existente no km 709 da BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu.
Apesar da autorização regulatória, a obra definitiva ainda não tem data definida para começar. Dessa forma, a interseção não deverá estar disponível quando o Porto Seco iniciar suas operações, caso seja mantida a previsão de conclusão do terminal para dezembro deste ano.
Solução provisória
As duas intervenções fazem parte do mesmo corredor logístico. Enquanto a primeira trata do acesso direto ao novo Porto Seco, a segunda cria a estrutura necessária para organizar o retorno dos caminhões a cerca de dois quilômetros do terminal.
Os projetos são de interesse da Multilog, responsável pelo novo Porto Seco. A empresa contratou a Primeinvest Empreendimentos Imobiliários para desenvolver as intervenções rodoviárias necessárias ao funcionamento do terminal.
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