Solução multimodal integra rodovia, ferrovia e porto para reduzir gargalos e custos nas exportações
A MRS Logística e a DP World anunciaram uma parceria para oferecer uma solução logística multimodal voltada ao escoamento da produção do Centro-Oeste brasileiro para o mercado internacional. A iniciativa integra o transporte rodoviário, ferroviário e portuário, com destino ao Porto de Santos, principal corredor de exportação do país, onde gargalos operacionais ainda impactam prazos e custos dos exportadores.
A proposta é viabilizar o transporte de commodities como feijão, gergelim, açúcar e algodão por meio de uma operação coordenada, que busca reduzir entraves logísticos, especialmente relacionados ao congestionamento no acesso ao complexo portuário santista e às limitações de recebimento e armazenagem de cargas.
De acordo com a MRS, a colaboração combina a atuação ferroviária da companhia com a infraestrutura portuária da DP World, com o objetivo de ampliar a eficiência do fluxo logístico e oferecer maior previsibilidade aos embarcadores. “Nossa expertise ferroviária, combinada com a infraestrutura portuária de ponta da DP World, permite que os produtores brasileiros alcancem mercados globais de forma mais rápida, econômica e ambientalmente responsável”, afirmou o gerente comercial da empresa, Marco Dornelas.
O modelo operacional prevê que as cargas saiam das fazendas no Centro-Oeste por transporte rodoviário até terminais parceiros no interior paulista, localizados em Suzano, Jundiaí e Paulínia. Nesses pontos, os produtos passam pelo processo de conteinerização antes de serem embarcados em trens com destino ao Porto de Santos, onde seguem para exportação.
Segundo a empresa, a utilização desses terminais intermediários permite organizar o fluxo de cargas e reduzir a pressão sobre o porto, além de oferecer alternativas de armazenagem e melhor gestão de estoques ao longo da cadeia logística. A garantia de recebimento nos terminais portuários também é apontada como um dos diferenciais da solução, ao minimizar incertezas comuns no envio direto por rodovia até o porto.
Outro aspecto destacado é a capacidade operacional da ferrovia, que pode transportar até 84 TEU por viagem, ampliando a escala de escoamento e contribuindo para a diluição de custos logísticos. A operação também é apresentada como uma alternativa mais sustentável em comparação ao transporte exclusivamente rodoviário, com potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa.
A parceria se insere em um contexto de busca por soluções integradas para o agronegócio brasileiro, diante do aumento da demanda por exportações e da necessidade de maior eficiência nos corredores logísticos. A utilização combinada de diferentes modais tem sido apontada como estratégia para reduzir custos, otimizar prazos e ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.
No Porto de Santos (SP), a DP World opera um terminal com capacidade para movimentação de contêineres e cargas gerais, atuando como um dos pontos de conexão entre a produção agrícola do interior do país e os principais mercados internacionais, especialmente na Ásia, Europa e Oriente Médio.
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