A conselheira do Instituto Brasil Logística (IBL) e gerente executiva governamental da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Daniele Bernardes, participou, nesta quinta-feira (18), da Bienal das Rodovias. O evento, promovido pela afiliada do IBL Melhores Rodovias do Brasil – ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), contou com mais de 2.300 participantes, 50 patrocinadores e três palcos nos quais foram debatidos temas fundamentais para o setor.
Bernardes participou do painel “Licença Social nas Rodovias: medidas regulatórias para ampliar a legitimidade” e reforçou a importância da licença social para o impacto direto no Custo Brasil. “É fundamental que as concessionárias escutem as demandas dos usuários para aprimorar a infraestrutura. Nosso país é rodoviário: transportamos mais de 65% das cargas pelas rodovias e 95% dos passageiros”, afirmou.
A conselheira destacou que o transporte é um direito essencial e que não há dúvidas de que o país registrou melhora significativa na qualidade das rodovias quando elas são concedidas à iniciativa privada. “A última Pesquisa CNT de Rodovias mostrou que 67% das rodovias concedidas estão em situação ótima ou boa, contra 27% das não concedidas. Isso tem reflexo no Custo Brasil, na segurança viária e na segurança pública. Além disso, um pavimento melhor reduz o consumo de combustível em cerca de 18%, enquanto, em rodovias não concedidas e sem manutenção adequada, esse índice pode chegar a 35%”, explicou.
Para Elisabeth Braga, diretora de Administração e Finanças da INFRA S.A. e mediadora do painel, a comunicação com a população se torna mais fácil e eficaz quando há transparência sobre a aplicação dos recursos. O painel contou ainda com a participação de Laura Ávila Berlinck, auditora-chefe de Infraestrutura Rodoviária e de Aviação Civil do Tribunal de Contas da União (TCU); Christianne Dias, diretora-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (ABCON); e Marcos de Oliveira Moreira, diretor-presidente da EPR Núcleo Federais Paraná.
Marcos Moreira também defendeu a necessidade de uma comunicação clara com a população. “A licença social é fundamental. É assim que entendemos na EPR. Precisamos zelar por isso nos contratos, dialogando, ouvindo e levando os anseios da sociedade para dentro deles”, afirmou.
Christianne Dias comentou que o setor de saneamento básico também tem na licença social um ponto em comum. “Com o marco regulatório, tivemos muitas mudanças. Deixamos de falar apenas em investimentos e passamos a humanizar os serviços. O impacto para quem tem acesso e para quem não tem é gigantesco. Destaco três pontos: primeiro, o usuário no centro da discussão; segundo, a transparência na prestação de um serviço de qualidade, pelo qual vale a pena pagar; e terceiro, a tarifa associada à ampliação da agenda social, demonstrando que o investimento vale a pena”, concluiu.
Tags: IBL

