Importações de soja pela China recuam com atrasos no Brasil e nos EUA - ANATC - Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas

Importações de soja pela China recuam com atrasos no Brasil e nos EUA

Apesar de volume ficar abaixo do ano passado, resultado superou as previsões do mercado e reforça expectativa de retomada nos próximos meses

As importações de soja da China somaram 12,55 milhões de toneladas em janeiro e fevereiro, representando uma queda de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da alfândega chinesa divulgados na terça-feira, 10. 

Apesar da retração, o volume ficou acima da expectativa de analistas, que projetavam 11,1 milhões de toneladas. Com isso, as chegadas nos dois primeiros meses do ano superaram as previsões em cerca de 1 milhão de toneladas. Para março, as importações estão estimadas em cerca de 6,4 milhões de toneladas, ante 3,5 milhões de toneladas registradas no mesmo mês do ano passado.

A queda nas compras no início do ano reflete principalmente o atraso na chegada de embarques dos Estados Unidos e a colheita mais lenta no Brasil. Soma-se ao cenário, a demora no desembaraço aduaneiro nos portos chineses. A expectativa, porém, é de recuperação das importações nos próximos meses, à medida que mais carregamentos norte-americanos cheguem ao País e que a safra recorde brasileira avance com a colheita.

Guerra comercial com os EUA impacta ritmo de compras
As tensões comerciais também afetaram o ritmo das compras chinesas da safra de outono dos Estados Unidos, que só foram retomadas no fim de outubro, após um encontro entre os líderes dos dois países para reduzir atritos nas relações comerciais. Desde então, a China importou cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA. Esse movimento é interpretado como sinal positivo antes de uma cúpula bilateral prevista para as próximas semanas.

No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China avaliava comprar mais 8 milhões de toneladas de soja norte-americana. No entanto, operadores de mercado permanecem céticos, já que os preços mais altos reduzem a competitividade dessas aquisições.

Enquanto isso, no Brasil, os produtores seguem atentos à colheita. Até a última semana, 51% da safra de soja 2025/26 tinha sido colhida, segundo a consultoria AgRural. O avanço representa alta em relação à semana anterior, mas ainda está abaixo dos 61% registrados no mesmo período do ano passado, configurando-se na colheita mais lenta das últimas cinco safras. 

Tags: Agroestadão

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