O diretor de Relações Institucionais da FRENLOGI, Edinho Bez, participou de café promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). O conselheiro do Instituto Brasil Logística (IBL) e diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional de Transporte (CNT), Valter Souza, também esteve presente. O encontro reuniu representantes do setor para discutir os gargalos logísticos do país e os desdobramentos da revogação do Decreto nº 12.600/2025, que previa a inclusão de hidrovias amazônicas no Programa Nacional de Desestatização (PND).
Durante o debate, o diretor Edinho Bez destacou a relevância estratégica dos recursos naturais brasileiros e a importância das hidrovias para a competitividade nacional. Segundo ele, o planejamento é elemento central para o desenvolvimento do país. “A infraestrutura, sem planejamento, não permite que nenhum país se desenvolva”, afirmou.
O diretor também alertou para os impactos de paralisações e insegurança jurídica no setor. Para ele, é fundamental identificar e responsabilizar líderes de manifestações violentas, a fim de evitar que ações sem investigação estimulem novas invasões e prejudiquem empresas e operações estratégicas. “No caso das hidrovias, a falta de planejamento pode paralisar atividades e levar o Brasil a um colapso logístico, sobretudo porque as rodovias já operam com filas quilométricas. Planejamento é essencial”, reforçou.
O encontro contou com a presença do secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, que apresentou o posicionamento do governo federal após a revogação do decreto.
A revogação do Decreto nº 12.600/2025 reacende o debate sobre o modelo de investimentos no setor hidroviário, especialmente no Arco Norte — região estratégica para o escoamento de combustíveis, biocombustíveis e commodities agrícolas.
O IBP também reafirmou seu posicionamento institucional diante dos graves atos de violência registrados na noite de 20 de fevereiro e na madrugada de 21 de fevereiro de 2026, que resultaram na invasão, depredação e ocupação irregular do Terminal Portuário de Santarém (PA), além de ataques ao escritório central da Cargill, em São Paulo (SP).
Assim como a FRENLOGI e o Instituto Brasil Logística (IBL), o IBP divulgou nota de repúdio aos atos, defendendo a preservação do Estado de Direito, da segurança jurídica e da integridade das operações logísticas estratégicas para o abastecimento interno e as exportações brasileiras.
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