Morre o ex-ministro Raul Jungmann, aos 77 anos

Morre o ex-ministro Raul Jungmann, aos 77 anos

Político foi deputado federal por três mandatos e comandou quatro ministérios nos governos de FHC e Temer

Desde 2022, Jungmann presidia o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde trabalhava para modernizar e tornar mais sustentável o setor mineral no País.

Morreu na noite deste domingo, 18 de janeiro, o ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann, aos 77 anos. Ele estava internado no hospital DF Star, em Brasília, onde tratava um câncer no pâncreas diagnosticado há mais de dois anos. Recentemente, Jungmann chegou a receber cuidados paliativos em sua residência, retornando ao hospital no último final de semana.

Pernambucano de Recife, Jungmann foi uma das figuras mais respeitadas pela sua capacidade de diálogo e conciliação, atravessando diferentes governos e ideologias ao longo de décadas de vida pública.

Jungmann teve a rara distinção de ocupar cinco ministérios em diferentes gestões, sempre em pastas de alta complexidade: No governo FHC,  foi o primeiro titular do Ministério do Desenvolvimento Agrário (1999-2002) e da Política Fundiária (1996-1999), onde atuou na pacificação de conflitos no campo e na reforma agrária. Também respondeu interinamente pelo Ministério do Meio Ambiente. No governo Temer, assumiu o Ministério da Defesa (2016-2018), sendo responsável pela articulação com as Forças Armadas. Em 2018, tornou-se o primeiro titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública, enfrentando o desafio da intervenção federal no Rio de Janeiro. Ficou nesse cargo até 2019. E desde 2022, ocupava a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde trabalhava na modernização e sustentabilidade do setor mineral no País.

O político iniciou sua vida política no PCB (clandestino) e participou ativamente do movimento Diretas Já. Foi um dos fundadores do PPS (atual Cidadania), legenda na qual militou por grande parte de sua carreira parlamentar. Eleito deputado federal por três mandatos, destacou-se pela atuação técnica e foco em políticas de Estado, indo além das disputas partidárias.

A morte de Jungmann gerou uma onda de pesar entre lideranças de diversos espectros políticos. O presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso devem emitir notas de pesar destacando sua contribuição para a democracia brasileira. “Perdemos um homem de Estado, cuja correção e espírito público serviram de exemplo em momentos críticos da nossa história recente”, declarou um interlocutor próximo ao Palácio do Planalto.

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