Integrantes da FRENLOGI participaram, nesta terça-feira (25), do Painel 2 – Demanda global, sustentabilidade e a geopolítica da segurança energética, durante o Fórum Nacional Brasil Export Minas e Energia, realizado em Brasília (DF). A moderação foi conduzida por Núria Bianco, diretora de Inteligência do Grupo Brasil Export.

O deputado Coronel Assis (União/ MT) destacou que o Brasil enfrenta pressões internacionais por maior eficiência logística, especialmente nos modais produtivos — realidade ainda mais evidente no Mato Grosso, líder na produção de milho e em expansão acelerada das usinas de etanol de milho. O estado já possui 10 plantas em operação e 5 em construção, com capacidade projetada superior a 5 bilhões de litros/ano até 2026.
Ele defendeu segurança jurídica como requisito para atrair grandes investimentos nos setores de energia, petróleo, gás e biocombustíveis, e ressaltou o impacto das novas ferrovias — Ferrovia Estadual do MT, Fico e Ferrogrão — no escoamento da produção e na consolidação de polos logísticos como Lucas do Rio Verde. A projeção é alcançar 6 bilhões de litros de etanol até 2030.
O deputado Lula da Fonte (PP/PE) tratou dos desafios energéticos diante do aumento global da demanda, impulsionado pela expansão da inteligência artificial e dos data centers. Defendeu equilíbrio entre matriz energética e sustentabilidade, alinhado às prioridades legislativas do Congresso.

Ele destacou investimentos estimados em R$ 44 bilhões até 2030 para modernização do setor e o potencial da geração distribuída, lembrando que Pernambuco já obtém 45% de sua energia de fontes solar e eólica. Criticou a legislação que impede micro e pequenos geradores de vender o excedente produzido — hoje desperdiçado — e defendeu sua atualização.
Lula da Fonte também mencionou projetos inovadores no estado, como a usina de gás verde em Garaçu, prevista para 2026 e voltada ao hidrogênio verde, e a termelétrica de Suape, que opera com etanol de cana-de-açúcar.
O painel também contou com Gloria Sousa, ESG Project Lead da Bunker Holding; Filipe Sampaio Cunha, presidente do Instituto IRIS; Luiz Carlos Ciocchi, diretor executivo do WEC Brasil; e Marcos Cid de Araújo, diretor da OSX Brasil.
A curadoria da programação do evento tem o apoio técnico da Frente Parlamentar de Petróleo, Gás e Energia (FREPPEGEN), presidida pelo dep. General Pazuello (PL/RJ) – através do Instituto de Petróleo, Gás e Energia (IPEGEN).
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