Estado tem 31 mil hectares cadastrados e exige manejo integrado, destruição de soqueira e regularização eletrônica das áreas
O vazio sanitário do algodão termina neste mês, em Mato Grosso do Sul, e os produtores intensificam os preparativos para iniciar o plantio da safra 2024/2025. Até 30 de novembro o plantio já estará totalmente liberado em todo o Estado. A medida tem como objetivo proteger as lavouras da principal praga da cultura, o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis Boheman).
De acordo com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), atualmente, há, no Estado, 31 mil hectares de algodão cadastrados, distribuídos em 38 propriedades localizadas em 10 municípios. Veja aqui os períodos do vazio em cada uma das três regiões de Mato Grosso do Sul.
Há áreas produtivas em todas as regiões de cultivo e, até o momento, 89,5% dessas áreas já foram fiscalizadas. Os números, segundo a Iagro, refletem o compromisso dos produtores com as boas práticas agrícolas e o controle fitossanitário.
Durante o período de vazio sanitário, é proibido o cultivo de algodão e obrigatória a eliminação de plantas voluntárias ou rebrotas que possam servir de abrigo ao inseto. Essa pausa é considerada fundamental para interromper o ciclo do bicudo e assegurar o desenvolvimento saudável das lavouras na próxima safra.
Além do cumprimento do vazio sanitário, os produtores devem realizar o cadastro eletrônico das áreas plantadas junto à Iagro até 30 dias após o fim do calendário de semeadura. Outras exigências incluem a adoção do manejo integrado de pragas, o uso racional de defensivos agrícolas e a emissão do Certificado de Destruição de Soqueira, documento necessário para pleitear incentivos fiscais.
A fiscalização é permanente e pode ocorrer a qualquer momento. O descumprimento das normas pode resultar em perda de benefícios fiscais e outras penalidades. As regras estão estabelecidas em uma resolução, que define as medidas de prevenção e controle do bicudo-do-algodoeiro em Mato Grosso do Sul.
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