FRENLOGI promove café da manhã sobre os desafios e a competitividade da infraestrutura nacional

FRENLOGI promove café da manhã sobre os desafios e a competitividade da infraestrutura nacional

A Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI) promoveu, nesta quarta-feira (5), o café da manhã temático “A Infraestrutura Nacional: Desafios, Sustentabilidade e Competitividade”, com apoio do Instituto Brasil Logística (IBL). O encontro reuniu parlamentares, especialistas e representantes de entidades públicas e privadas para discutir os principais gargalos e oportunidades do setor de infraestrutura.

Durante o evento, o presidente da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (ANEINFRA), Higor Guerra, entregou ao presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes (PL/MT), uma placa de honra pelos serviços prestados ao desenvolvimento da infraestrutura nacional. A ANEINFRA integra o comitê técnico regulatório do IBL.

Guerra destacou avanços legislativos recentes que transformaram o ambiente regulatório da infraestrutura brasileira, como o Marco Legal das Ferrovias (Lei 14.273/21), o programa BR do Mar (Lei 14.301/22), as Debêntures de Infraestrutura (Lei 14.801/24), o Combustível do Futuro (Lei 14.993/24), o Novo Marco Regulatório do Licenciamento Ambiental (Lei 15.190/25) e o Estatuto do Pantanal (Lei 15.228/25) — de autoria do presidente da Frente, senador Wellington Fagundes. Higor também apresentou algumas das principais proposições em tramitação no Congresso Nacional, incluídas na Agenda Legislativa 2025 da FRENLOGI, lançada em maio deste ano.

O senador Jaime Bagattoli (PL/RO), integrante da FRENLOGI. destacou a urgência de investimentos estruturantes e a formação de mão de obra qualificada. “Precisamos pensar o país para os próximos 30 ou 50 anos. Falta gestão e visão estratégica. Não é apenas questão de recursos, mas de planejamento. A situação das rodovias e das hidrovias, como a do Rio Madeira, mostra o quanto ainda precisamos avançar”, alertou.

Já o deputado federal Fernando Mineiro (PT/RN), membro da FRENLOGI, defendeu maior integração entre os setores públicos e privados. Mineiro também destacou a importância de levar o debate sobre infraestrutura para a educação básica, como forma de preparar as novas gerações para compreender a importância do tema no desenvolvimento nacional. “Infraestrutura não pode ser apenas assunto de engenheiros e gestores. É um tema de cidadania. Devemos discutir infraestrutura nas escolas, para que as crianças e jovens entendam o papel das estradas, portos, energia e saneamento na vida das pessoas e no futuro do país”, defendeu o parlamentar.

O diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR), Tetsu Koike, destacou que o Brasil possui hoje um conjunto moderno de legislações voltadas à transição energética e à inovação, como o mercado de créditos de carbono, o combustível do futuro, a Lei do Hidrogênio de Baixo Carbono e o Programa de Aceleração da Transição Energética. Segundo ele, essas normas representam um marco para o setor e permitem que a infraestrutura nacional avance com base em tecnologia, sustentabilidade e qualificação profissional.

“Essas pautas estão diretamente ligadas às mudanças climáticas, à capacitação e à formação de novos profissionais — não apenas na área de transportes, mas em toda a infraestrutura. Precisamos preparar pessoas com uma visão moderna de futuro para o Brasil e para o planeta”, afirmou.

Koike defendeu a perenidade das políticas públicas e a cooperação entre o setor público, a iniciativa privada e a sociedade civil para consolidar uma agenda nacional de longo prazo. “Não podemos reinventar o Brasil a cada quatro anos. Precisamos de um pacto permanente em torno da infraestrutura. Temos compromissos internacionais e profissionais capacitados para cumpri-los. O desafio agora é garantir continuidade, inovação e compromisso coletivo com o futuro”, concluiu.

Conselheiros do IBL destacam integração e visão técnica para o setor

O encontro contou com a presença de conselheiros do IBL, entre eles Jesualdo Silva, presidente do Conselho Gestor do Instituto e diretor-presidente da ABTP; Carley Welter, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ANATC; e Edeon Vaz, diretor executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso (Aprosoja MT) e um dos fundadores do Instituto.

Edeon Vaz ressaltou o papel estratégico das hidrovias na redução do custo logístico e no aumento da competitividade do agronegócio. “As hidrovias representam o modal de menor custo. Em países desenvolvidos, o frete hidroviário chega a custar apenas 30% do rodoviário. Precisamos investir mais nesse modal e garantir que o desenvolvimento hidroviário avance com segurança jurídica e integração energética”, afirmou.

O conselheiro Carley Welter destacou a importância de unir a técnica e a política na formulação de políticas públicas. “Na engenharia, não há espaço para suposições. E na política pública também. As decisões precisam ser técnicas, embasadas, estudadas. A iniciativa privada, por meio do IBL, tem o papel de somar experiência prática e visão de longo prazo ao trabalho do Parlamento”, pontuou.

Planejamento integrado na infraestrutura

Durante o debate, o assessor técnico da FRENLOGI, Mauro Barbosa, enfatizou a importância da qualificação técnica e da integração entre os modais como pilares para destravar o potencial logístico do Brasil. “O Brasil tem todas as condições de se tornar uma potência logística, mas isso depende de planejamento integrado, segurança jurídica e valorização das carreiras técnicas do setor público, como analistas de infraestrutura e reguladores”, afirmou.

Barbosa lembrou ainda que o Novo PAC prevê R$ 1,7 trilhão em investimentos no setor, mas que será necessário mobilizar recursos adicionais e garantir estabilidade regulatória para atrair o capital privado.

Entre os participantes do café da manhã estavam Cristiane Collet Battiston, diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Tetsu Koike, diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do MPOR; Nilo da Silva Teixeira, assessor especial da Secretaria Executiva do MIDR; Wesley Bento, diretor jurídico da ABRAFA; José Roberto Barbosa, presidente da ABRAFA; Fernando Machado Diniz, diretor de Comunicação e Relações Institucionais do MoviInfra; Liliane Ferreira, do Ministério de Minas e Energia, vice-presidente de Planejamento e Gestão da ANEINFRA; Mariana Lima, diretora de Relações Institucionais da ABIAPE; Valesk Rebouças, vice-presidente de Comunicação e Engajamento Social; entre outros.

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