Mesmo com a pavimentação total da BR-163 até Miritituba (PA) concluída em 2019, o acesso aos terminais portuários da região ainda enfrenta desafios logísticos importantes.
O principal gargalo está em trechos da região que conectam a rodovia aos portos localizados às margens do rio Tapajós. Apesar de investimentos em requalificação anunciados pelo governo federal, um segmento de cerca de 5 quilômetros ainda permanece sem asfalto, provocando engarrafamentos no transporte durante o escoamento da safra.
Um vídeo recente, gravado em outubro de 2025, mostra filas extensas de caminhões aguardando acesso aos terminais. A cena repete um problema que se arrasta há anos, afetando transportadores, operadores e o desempenho da logística na região Norte.
Segundo o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ANATC e conselheiro do Instituto Brasil Logística (IBL), Carley Welter, a situação é monitorada anualmente pelo setor.
“Essa situação crítica, a ANATC acompanha todo ano. Já há vários anos temos esse problema, que tem piorado com o aumento de fluxo para esse importante porto da região Norte. A gente vem cobrando a Via Brasil, vem cobrando a ANTT, e essa solução vem se arrastando. Só vai terminar com o asfaltamento desse trecho de apenas 5 km, que a concessionária já deveria ter feito, mas até hoje a obra não começou”, afirmou.
A rota formada é estratégica para o escoamento da produção agrícola do Mato Grosso, consolidando Miritituba como ponto-chave do Arco Norte. No entanto, enquanto o trecho crítico não for pavimentado, o pleno aproveitamento logístico da região seguirá comprometido.
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