Na manhã desta quarta-feira (10), a Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI) promoveu mais um café da manhã estratégico com representantes do setor de transporte e logística, parlamentares e autoridades da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O encontro teve como foco os impactos das alterações na metodologia de fiscalização de excesso de peso e na jornada de trabalho dos caminhoneiros, com destaque para os pontos da PEC 22/2025. O autor da PEC, senador Jaime Bagattoli (PL/RO) e o relator, senador Esperidião Amin (PP/SC) participaram do café.
Também estiveram presentes diversas lideranças políticas e representantes de entidades estratégicas do setor. Estiveram o presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes (PL/MT); o diretor de Relações Governamentais da ANATC, Carley Welter, o diretor-presidente da ABEPRA, Elielson Almeida; o senador Pedro Chaves (MDB/GO), integrante da Frente; o presidente do Conselho Gestor do Instituto Brasil Logística (IBL), Jesualdo Silva; e os conselheiros do IBL, Edeon Vaz e Orlando Henrique, também da Aprosoja/MT.
A diretora executiva do IBL, Rebeca Albuquerque, também marcou presença, ao lado do diretor de relações institucionais da FRENLOGI, Edinho Bez; Roberto Queiroga, diretor-executivo da ACEBRA; Higor Guerra, presidente da ANEINFRA; André Meloni Nassar, presidente da ABIOVE; e gestor institucional da ANETRAMS, Mário Palma.
Entre os principais assuntos debatidos, estiveram as propostas legislativas em tramitação no Congresso Nacional, como a PEC 22/2025, que trata da jornada dos caminhoneiros e dos pontos de parada; o PL 1580/2025, sobre a jornada de descanso dos motoristas; entre outros projetos voltados à infraestrutura e à regulação do transporte rodoviário.
A ANATC manifestou apoio à PEC 22/2025, destacando a necessidade de retorno ao modelo anterior de descanso de 8 horas. A PRF também concordou com o modelo. O debate evidenciou a urgência de adequar a legislação à realidade das rodovias brasileiras, especialmente nas regiões agrícolas e de fronteira, onde as distâncias são extensas e a infraestrutura de apoio é limitada.
As associações relataram que os caminhoneiros enfrentam multas injustas devido a balanças que não consideram corretamente a distribuição de peso por eixo. A tributação sobre o frete rodoviário também foi amplamente discutida, assim como a falta de pontos de parada adequados, que comprometem a segurança e a dignidade dos profissionais. Segundo Carley Welter (ANATC), “a melhoria da infraestrutura é essencial para aumentar a produtividade e reduzir os impactos negativos sobre os trabalhadores”.

O presidente do IBL, Jesualdo Silva, reforçou o papel das câmaras temáticas e da articulação técnica como instrumentos para subsidiar o parlamento com informações qualificadas.
O presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes, lembrou que o Brasil é um país predominantemente rodoviário e que os acidentes de trânsito impactam diretamente o chamado “custo Brasil”. “O parlamento precisa ser subsidiado por quem está na ponta. A sociedade acha que conhecemos tudo, mas precisamos ouvir e construir juntos”, afirmou.
O fundador do IBL e presidente do movimento Pró-Logística da Aprosoja/MT, Edeon Vaz, destacou que as leis são formuladas com base na realidade do eixo Rio-São Paulo, ignorando as peculiaridades das regiões produtoras. A aprovação da PEC é vista como essencial para corrigir distorções e garantir condições mais humanas aos caminhoneiros.
A FRENLOGI e o IBL seguem promovendo cafés semanais com o objetivo de fortalecer o diálogo entre o setor produtivo e o legislativo, contribuindo para a construção de soluções concretas para os desafios da logística e da infraestrutura no Brasil.
Confira algumas fotos do café realizado hoje, quarta (10):





Fotografia: Leandro Lacerda.

