O presidente da Estação da Luz Participações (EDLP), Guilherme Quintella, esteve na FRENLOGI para apresentar o estudo técnico e socioambiental da Ferrogrão, ferrovia planejada para ligar o município de Sinop (MT) ao distrito de Miritituba, em Itaituba (PA). O encontro contou com a participação do Diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ANATC e conselheiro do Instituto Brasil Logística (IBL), Carley Welter.
O presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes (PL-MT), defende a expansão ferroviária no estado.“A produção em Mato Grosso deve chegar, em breve, a 130 milhões de toneladas de grãos e não dá para transportar tudo isso por estradas”, afirmou. “Além de melhorar o escoamento da safra, esse tipo de transporte reduz o custo do frete”, completou.
Com quase duas décadas de pesquisa e planejamento, o projeto da Ferrogrão tem como objetivo otimizar o escoamento da produção agrícola da região Centro-Oeste até os portos do Arco Norte. A expectativa é de que, até 2050, Mato Grosso seja responsável por mais de 60% da produção nacional de grãos. A primeira fase da ferrovia prevê uma extensão de 933 quilômetros, com possibilidade de expansão até Lucas do Rio Verde, consolidando-se como um dos principais corredores logísticos do agronegócio brasileiro.
Durante a reunião, Quintella destacou que a concepção do projeto prioriza eficiência, segurança e sustentabilidade, aproveitando as condições favoráveis do terreno ao longo da BR-163. Os estudos indicam que não será necessário realizar obras complexas, como túneis ou relocação de comunidades. O traçado da ferrovia também não passa por terras indígenas demarcadas nem pelo Parque Nacional do Jamanxim, estando majoritariamente situado em área já desmatada e regularizada.
Segundo o presidente da EDLP, com base em dados oficiais da FUNAI, não há interferências diretas em terras indígenas demarcadas, o que representa um fator crucial para a viabilidade e aceitação do projeto. Apenas duas terras indígenas urbanas — Praia do Mangue e Praia do Índio, ambas localizadas na cidade de Itaituba — estão a menos de 10 km do traçado da Ferrogrão.
Além disso, os estudos preveem ações de compensação ambiental, incluindo o plantio de dois mil hectares de vegetação nativa. A Ferrogrão é parte de uma estratégia de longo prazo voltada ao fortalecimento da infraestrutura logística nacional, com impacto direto na competitividade do agronegócio, na redução de custos de transporte e na sustentabilidade do sistema de escoamento de cargas no Brasil.
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