O setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil apresentou avanços relevantes na semana passada, sinalizando uma recuperação gradual da demanda e reforçando a importância dos investimentos em infraestrutura.
De acordo com pesquisa da NTC&Logística, a demanda por transporte rodoviário de cargas registrou melhora até o dia 3 de maio, com uma queda de 41,41% em relação aos níveis anteriores à pandemia. O número representa uma recuperação em comparação à retração de 44,8% observada na semana anterior (CNN Brasil).
O transporte rodoviário permanece como o principal modal logístico do país, responsável por cerca de 64% da movimentação de mercadorias.
Em 2024, o setor apresentou crescimento significativo, impulsionado especialmente pelo aumento de 10,23% na demanda por combustíveis e derivados até agosto, segundo dados do portal Na Boléia.
No entanto, o transporte de grãos, como soja e milho, apresentou uma leve retração de 2,29%, refletindo oscilações no agronegócio.
O fortalecimento da infraestrutura tem sido apontado como um dos pilares para a manutenção desse crescimento.
De acordo com informações da Infra S.A., cerca de R$ 6,5 bilhões foram investidos na matriz de transportes apenas no primeiro semestre de 2024, um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2023 (Fetransul).
Esses recursos visam melhorar a eficiência logística e reduzir custos operacionais, fatores considerados cruciais para a competitividade do setor.
Além dos avanços em infraestrutura, iniciativas de valorização do setor também ganharam destaque.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) lançou a campanha “Tudo Gira Sobre Rodas”, com o objetivo de destacar o papel fundamental do transporte rodoviário de cargas para o desenvolvimento econômico e social do país (Jornal do Comércio).
Para o próximo ano, as perspectivas seguem otimistas. Segundo o Plano Nacional de Logística (PNL), a previsão é de movimentar 2.303,1 milhões de toneladas de carga em 2025, com forte concentração na região Sudeste.
Entre os segmentos que devem impulsionar ainda mais o transporte rodoviário, estão o de papel, papelão e celulouse (Na Boléia)
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