O mercado internacional de açúcar iniciou a segunda quinzena de julho acompanhando dois fatores decisivos para o equilíbrio entre oferta e demanda: a desaceleração temporária das exportações brasileiras e a evolução das chuvas de monções na Índia. Segundo a DATAGRO, embora o clima tenha melhorado no segundo maior produtor mundial, o avanço do El Niño continua sendo um risco para a safra asiática.
No Brasil, a programação de embarques perdeu ritmo nesta semana. O número de navios destinados ao carregamento caiu de 43 para 41 embarcações, com volume previsto de 1,833 milhão de toneladas, uma redução de 30,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, o país mantém sua posição como principal fornecedor global, com destaque para embarques destinados à Nigéria, Canadá e Argélia.
Na Índia, as monções avançaram sobre praticamente todo o território produtor, recuperando parte do déficit hídrico registrado em junho e favorecendo o desenvolvimento dos canaviais. As previsões indicam continuidade das chuvas nos próximos dias, reduzindo as preocupações de curto prazo com a oferta.
Apesar desse cenário mais favorável, a DATAGRO ressalta que o fortalecimento do El Niño pode reduzir o volume de precipitações nos próximos meses, comprometendo a produtividade da cana e voltando a pressionar a oferta global. Com isso, clima, exportações e logística seguem como os principais fatores que deverão determinar a volatilidade dos preços internacionais do açúcar ao longo da safra 2026/27.
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