Transporte do Futuro: De cenário político-econômico a M&A, confira o que marcou o 2º dia - ANATC - Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas

Transporte do Futuro: De cenário político-econômico a M&A, confira o que marcou o 2º dia

1ª edição do evento realizado pela MundoLogística reuniu mais de 2 mil participantes em São Paulo entre os dias 17 e 18 de junho

O segundo dia da primeira edição do Transporte do Futuro 2026 foi marcado por discussões sobre o cenário político-econômico do Brasil, gestão de frotas, frete mínimo e prevenção de acidentes. Ao longo de dois dias, mais de 2 mil executivos passaram pelo Expo Center Norte, em São Paulo, onde também encontraram mais de 40 soluções para o setor e espaços voltados a mentorias e geração de negócios.

Durante a abertura, o comentarista político e apresentador Caio Coppolla apresentou um panorama da política e economia brasileira. Para ele, há três preocupações do brasileiro: corrupção, criminalidade e custo de vida. Nesse ponto, a segurança pública — ou a falta dela — também entra em discussão.

Ao relacionar o tema ao setor de transporte e logística, Coppolla afirmou que a insegurança tem se tornado cada vez mais presente no segmento. “Cada vez mais eu tenho sido convidado a participar de eventos que têm ênfase na segurança, por causa de roubo de cargas e de questões da segurança pública que impactam diretamente a economia”, disse.

Como exemplo dos impactos da segurança pública sobre a atividade econômica, Coppolla citou o caso de Goiás. Segundo o apresentador, o estado reduziu em mais de 90% os crimes contra o patrimônio nos últimos sete anos.

Dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás mostraram quedas de 97% nos roubos de cargas, 95% nos roubos de veículos e 92% nos roubos a transeuntes entre 2018 e 2025. Nesse cenário, o “Report nstech de Roubo de Cargas”, elaborado pela nstech, confirma essa tendência. No primeiro trimestre de 2026, a região Centro-Oeste respondeu por apenas 0,4% do valor total dos prejuízos registrados com roubos de cargas no país.

O apresentador também chamou atenção para a redução das compras do consumidor brasileiro. “O varejo vendeu menos e as grandes varejistas estão com muita dificuldade”, afirmou. Para se ter uma ideia, o faturamento real do varejo caiu 3% em fevereiro de 2026, já descontada a inflação, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

Nesse cenário, ele reforçou a ideia de que as escolhas feitas pela população terão papel relevante na definição dos rumos do país. “O eleitor é o protagonista de 2026. A partir da decisão que for tomada em outubro, o Brasil vai seguir por caminhos distintos”, apontou.

O QUE NÃO VAI MUDAR NA LOGÍSTICA EM 30 ANOS?

O vice-presidente de Cliente, Estratégia e Mercado PSL da nstech, Leopoldo Suarez, e o head de Eventos da MundoLogística, Paulo Oliveira, conduziram a plenária “Transportador do Futuro” e trouxeram dados sobre o cenário atual do transporte rodoviário de cargas.

Com 20 anos de experiência no setor de transporte, Suarez comentou que, há décadas, ouve problemas no segmento, como problemas na infraestrutura, margens apertadas, risco de roubo, regulação em constante mudança, pressão de preço do frete e decisão em tempo real. “Tem coisas que não mudam. […] Todos esses fatores já existem há muito tempo”, apontou.

Nesse contexto, em vez de trazer os pontos que irão mudar nos próximos 30 anos no transporte rodoviário de cargas, a apresentação dos executivos foi focada na questão: “O que não vai mudar na logística até 2056?”.

Então, eles apresentaram uma pesquisa, realizada durante encontro realizado pela nstech com executivos de diversos setores, que identificou constantes que devem permanecer importantes nas próximas décadas em cinco frentes diferentes.

No segmento B2B, a rastreabilidade e o relacionamento de longo prazo seguirão sendo fatores essenciais. Já no mercado B2C, o foco continuará na busca por menor custo e acesso à informação em tempo real.

Em relação à infraestrutura e aos veículos, a eficiência energética e o custo de abastecimento permanecerão como temas centrais. “Com certeza, em 30 anos, o caminhão elétrico estará mais presente. Mas existe um fato: a eficiência energética sempre vai ser um custo relevante para a execução do transporte, seja combustível fóssil, biocombustível ou outra fonte de energia”, destacou Suarez.

No campo da tecnologia, os entrevistados apontaram a governança de dados como uma necessidade para os próximos anos. Por fim, na frente da geopolítica e das questões ambientais, a agenda ESG tende a se tornar cada vez mais um pré-requisito comercial. “A gente no mundo do transporte sofre na pressão de entregar soluções sustentáveis a custos competitivos, mas a tendência é isso ficar cada vez mais relevante”, apontou Oliveira.

Para finalizar, os executivos apresentaram três frentes que, com investimento, podem trazer retorno para o TRC: rastreabilidade real, governança documental e dados de custo operacional.

“Nenhuma dessas frentes é novidade, nem é sofisticada. Esses itens fazem tanta parte do dia a dia que as vezes deixamos de lado”, citou o vice-presidente da nstech. “Se você cuidar muito bem desses três pontos, daqui a 30 anos, certamente terá uma empresa saudável, estável e preparada para o futuro”, complementou.

VISIBILIDADE NAS OPERAÇÕES

Durante as plenárias sobre visibilidade, os executivos trataram especificamente sobre a importância da gestão de dados. Para o COO da Loggi, Alexandre Felix, antes da aplicação da Inteligência Artificial nas operações, é preciso dados organizados.

Segundo ele, a Loggi utiliza Machine Learning há cerca de quatro anos em atividades como roteirização de last mile e geração de dados repetitivos, permitindo melhorar a densidade das rotas e reduzir custos operacionais. “Meu sonho, ou de qualquer operador, é saber desde a origem do pedido qual o caminho feliz para entrega e como você vai ter a melhor eficiência”, afirmou.

Segundo o diretor de transportes da TORA, Charles Dias da Cunha, fatores como infraestrutura, Reforma Tributária e mudanças regulatórias também precisam ser considerados para que a tecnologia entregue resultados. Ele também fez um uma recomendação sobre o entusiasmo em torno da tecnologia sem lidar com os colaboradores. “Tomar cuidado com o modismo”, afirmou, ao ressaltar a importância de preparar as pessoas para esse novo cenário.

A mesma visão foi compartilhada pelo National Transportation Head da Martin Brower, Raphael Domingues, que alertou para o risco de adotar soluções sem a devida atenção aos processos e às pessoas. “O modismo na área vem acompanhado de empresas promovendo as tecnologias, sem dar foco aos dados de processos e pessoas”, destacou. 

A discussão foi aprofundada na plenária “Tecnologia para maior eficiência operacional”. Para o ex-CEO e Board Member da MOVE3/Sequoia, Guilherme Juliani, é preciso separar “o hype da realidade” quando o assunto é IA. “Para quem começar, é preciso fazer o simples”, afirmou ao defender que as empresas iniciem as aplicações das tecnologias a partir de problemas mais fáceis da operação.

Do mesmo modo, a diretora da Accenture, Ana Paula Blanco, destacou que os maiores ganhos vêm da revisão dos processos das empresas ao aplicar a tecnologia. “É preciso redesenhar o processo atual. Os ganhos são gigantes, de 70% a 80% de produtividade”, afirmou.

Já o founder da Nidos Logística, Roberto Hasil, compartilhou um caso prático de aplicação da tecnologia na torre de controle da empresa sem a necessidade de aumentar ou diminuir o quadro de funcionários. Na opinião do executivo, a curiosidade e a capacidade de analisar resultados são fatores fundamentais para capturar ganhos de eficiência.

CASE MERCADO LIVRE

A operação do Mercado Livre foi citada diversas vezes durante as plenárias do Transporte do Futuro 2026 como um case de sucesso. Para tratar desse assunto com mais detalhes da logística da companhia, o evento recebeu o vice-presidente de Transportes do Mercado Livre, Frederico Rezeck.

Transporte do Futuro: De cenário político-econômico a M&A, confira o que marcou o 2º dia

Ao todo, foram mais de 30 plenárias (Foto: Line Audiovisual)

De acordo com o executivo, a missão da empresa é “conectar milhares de vendedores a milhares de compradores”. Atualmente, a companhia dispõe de, em média, 5,8 agências espalhadas pelo Brasil e mantém uma operação de transporte que envolve uma rede formada pelos vendedores, centros de cross-docking, short centers e service centers.

No last mile, a operação ainda conta com mais de 8 mil vans dedicadas distribuídas pelo país. Com essa estrutura, a operação já permite que 76% das entregas sejam realizadas em até 48 horas, além de oferecer modalidades como same day delivery, inclusive aos domingos.

Em 2026, a companhia anunciou um investimento recorde de R$ 57 bilhões no Brasil, valor 50% superior ao registrado no ano anterior. De acordo com a empresa, os aportes serão destinados à expansão da malha logística, ao fortalecimento da operação de marketplace e ao avanço dos serviços financeiros.

Em nota enviada à MundoLogística, a empresa afirmou que “o Brasil é um dos mercados mais estratégicos e promissores para o crescimento do e-commerce e dos serviços financeiros na América Latina”. Atualmente, o país responde por 52,6% da receita líquida total do Mercado Livre, que alcançou R$ 84,5 bilhões em 2025.

Durante a plenária no Transporte do Futuro, Rezeck destacou que o mercado brasileiro ainda possui um potencial de crescimento para o e-commerce. “Existe um grande espaço para crescer e o transporte é chave para isso”, afirmou.

SEGURANÇA NO TRANSPORTE

Frederico Rezeck ainda explicou que o Mercado Livre vê a logística como “geradora de receita” ao citar que a redução dos prazos de entrega tem impacto direto no desempenho comercial da plataforma. “A cada um dia que reduzimos na promessa de entrega oferecida ao cliente, as vendas podem aumentar em até 15%”, afirmou.

Apesar da busca constante pela redução dos prazos de entrega, ele ressaltou que a segurança não pode ser tratada como um trade-off dentro da operação.

A pauta segurança também foi tratada durante a plenária “Jornada de trabalho do motorista: questões jurídicas relevantes” com a desembargadora do Trabalho, Tereza Aparecida Asta Gemignani. Ela abordou aspectos jurídicos da jornada dos motoristas profissionais. O assunto ainda foi discutido durante o primeiro dia do Transporte do Futuro.

A magistrada ressaltou ainda que regras relacionadas ao tempo de direção e aos períodos de descanso devem ser tratadas tanto por motoristas empregados quanto por transportadores autônomos. Para lidar melhor com esse cenário e diminuir os riscos, Tereza aconselhou aos profissionais a estabelecer boas parcerias “baseadas em contratações em ética e boa fé”.

EFICIÊNCIA NA LOGÍSTICA E A TECNOLOGIA

Durante as discussões sobre eficiência, o Supply Chain Director da unidade Paper & Packaging da Suzano, Eduardo Botelho Lotti, apontou a importância de uma atuação conjunta entre embarcadores e transportadores. Na Suzano, a estratégia tem sido aproximar os transportadores das fábricas e das operações da companhia.

Os custos do diesel também foram tratados nesses painéis. Para o CEO da Tigerlog, Marco Antonio Neves, a discussão do diesel nunca vai ser modismo enquanto tivermos caminhões movidos à combustão.

Na avaliação do diretor da Della Volpe Transportes, Gilberto Della Volpe, também é preciso criar uma estratégia para o controle do diesel. Como exemplo, ele citou que estados como São Paulo e Minas Gerais apresentam menor incidência de adulteração. Dessa forma, é possível desenhar operações que passam pelos estados para garantir a seguridade.

A tecnologia apareceu como uma das principais ferramentas para o transporte rodoviário de cargas. Segundo Neves, um dos desafios da governança é administrar a quantidade de softwares utilizados pelas operações logísticas e operar de forma integrada. O fundador e CEO da Loog.ai, Bruno Gregório, reforçou que a dificuldade está justamente na integração das plataformas.

Nesse contexto, o sócio-diretor da Avansat, Sérgio Raabe, citou um case que revela que essa incorporação é possível. Segundo o executivo, a DHL Express consolidou toda a gestão de telemetria em uma única plataforma.

“Hoje, eles têm um processo integrado, toda a gestão de telemetria está em uma única plataforma”, afirmou. Raabe destacou ainda que a empresa conseguiu atingir esse nível de visibilidade sem a necessidade de rastreadores. “A tecnologia é o rastreador”, resumiu.

GESTÃO DE ATIVOS

Na plenária “Capital inteligente: Como pensar na melhor estrutura financeira para seus ativos?”, o CEO da Addiante, Fabio Leite, informou que entre 4% e 5% da frota de veículos pesados no Brasil opera atualmente no modelo de locação.

No entanto, o executivo destacou outro dado importante sobre a gestão desses ativos: entre 15% e 16% dos veículos produzidos no país já são destinados à locação. “A perspectiva para o transporte é um híbrido entre a locação ou compra”, apontou. 

Em relação à gestão de ativos de real estate, o diretor Comercial da Paulo Bio Real Estate, Mauricius Bio, comentou sobre o avanço das empresas de e-commerce. Ele citou que o crescimento dessas operações para fora dos grandes centros urbanos representa uma oportunidade para as transportadoras.

No entanto, o executivo alertou para a crescente disputa por áreas estratégicas para armazenagem e distribuição nesse cenário. “O e-commerce é um concorrente difícil de lidar”, afirmou.

Já o diretor-executivo da Rands, Luis Felipe Szmidtke, destacou a importância da preparação das empresas nesse cenário. Para o executivo, a combinação entre informação, diversificação e planejamento é fundamental. Na visão dele, “o planejamento é o que traz a leveza”.

E OS RISCOS?

A relação entre segurança e competitividade também foi tema da plenária “Como transformar prevenção de acidentes em vantagem competitiva”. O coordenador de Segurança e Gerenciamento de Riscos da Unilever, Bruno Peres, destacou que a companhia passou os últimos 12 meses reforçando a importância da segurança para a empresa e para os motoristas.

Já o gerente de Transportes da Transmaroni, Dilton Luiz, explicou a atuação conjunta com a Unilever para trazer resultados nessa questão na operação entre as empresas. Segundo ele, houve uma redução de 100% na gravidade das ocorrências internas e registro de zero acidentes em rodovias nos anos de 2024 e 2025. “Quando zeramos indicadores que existiam, temos a certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou.

CASO BRASPRESS E RABBOT

A digitalização da gestão de frotas também esteve entre os tópicos abordados no segundo dia do Transporte do Futuro 2026. Para o CEO da Rabbot, Bruno Pelikan, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à baixa digitalização dos processos.

Segundo o executivo, muitas atividades continuam sendo realizadas de forma manual, o que acaba pressionando ainda mais as margens dos operadores logísticos. Na opinião dele, o maior desafio para a implementação de novas soluções não está na tecnologia, mas na mudança de mentalidade das equipes. “É preciso ter um inconformismo”, relatou.

Esse cenário ainda foi comentado pelo diretor de Operações da Braspress, Luiz Carlos Lopes, empresa que utiliza as soluções da Rabbot na operação. Responsável por uma estrutura com 116 filiais e mais de dois milhões de serviços prestados por mês, o executivo afirmou que uma das principais dificuldades da companhia está na disponibilidade dos ativos na melhor forma.

No entanto, segundo ele, a empresa consegue passar por esse processo ao utilizar ferramentas específicas de gestão. “Só conseguimos fazer isso depois de utilizar um sistema que abraçasse e contribuísse para melhorar o negócio”, explicou.

REGULAMENTAÇÃO COMO OPORTUNIDADE

O piso mínimo do frete, polêmico desde o surgimento, também foi debatido no Transporte do Futuro 2026. Segundo o diretor de Negócios e Operações da Cootravale, Edson Arthur da Costa, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à aplicação da política. “A gente ainda está muito estressado com os gaps do frete mínimo. Ele ainda não atende todas as demandas do setor”, afirmou.

Porém, o executivo apontou que a regulamentação pode ter um lado positivo com oportunidades. “Surgiram muitas oportunidades na crise, como discussões sobre operações  backhaul”, apontou.

Na opinião do head de Produto da Torre TMS da nstech, Heder Martins, um dos pontos trazidos pela lei é a necessidade de avaliar como os embarcadores podem criar melhores condições para os transportadores ao longo da operação. “O que fica do frete mínimo é olhar como podemos fazer melhor”, revelou.

M&A COMO ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO

Para fechar a agenda do Transporte do Futuro 2026, os executivos presentes no evento participaram da plenária “Fusão & aquisição como estratégia de crescimento” com o CEO da nstech, Vasco Oliveira, e o CEO da SIMPAR, Fernando Simões.

Para Simões, a M&A é uma estratégia complementar que faz parte da estratégia da empresa que administra. “A gente [SIMPAR] olha e busca aquisições que sejam complementares para desenvolver o nosso negócio, crescer, ganhar escala e fazer mais pelo Brasil”, destacou.

Na visão do executivo, são necessários alguns questionamentos para avaliar uma questão de aquisição, como se “a empresa agrega valor e contribui para o serviço do cliente?” ou se “o serviço tem oportunidade de desenvolvimento orgânico nos próximos três ou quatro anos?”.

Com experiência em processos de M&A tanto na AGV quanto na nstech, Oliveira deu o conselho de “só comprar empresa de gente séria”. Para ele, “não existe negócio bom com gente ruim”.

A partir das mais de dez aquisições realizadas na carreira, o CEO da nstech desenvolveu um playbook que continua sendo utilizado até hoje. Entre os principais critérios avaliados estão a reputação dos sócios, produtos consolidados, cultura alinhada, margens saudáveis e receitas recorrentes.

TRANSPORTADORA DO FUTURO: CATEGORIA KMM

No segundo dia do evento, também foram anunciados os vencedores da “Categoria KMM” do Prêmio Transportadora do Futuro 2026, que reconhece as empresas de transporte pela qualidade de gestão. A premiação divide as empresas em duas categorias, de acordo com o faturamento: “BSOFT”, para receita bruta anual de até R$ 30 milhões; e “KMM”, para cifras acima disso.

A avaliação utiliza a metodologia dos 6 Eixos da Logística (6EL), framework desenvolvido pela nstech que considera “OTIF”, “Agilidade”, “Custo”, “Meio Ambiente”, “Social” e “Governança”.

A banca de avaliação dos inscritos contou com um painel de jurados formado por executivos de empresas embarcadoras e do setor de logística: o diretor executivo de Supply Chain da Cimed, Marcelo Lopes; o diretor de Transportes da PepsiCo, Anderson Pinheiro; o diretor de Supply Chain da Suzano, Eduardo Botelho; o diretor-presidente da Tigerlog, Marco Antonio Neves; e o CEO da nstech, Vasco Oliveira.

Tags: TRANSPORTE MODERNO

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