Modelo Free Flow será adotado integralmente em novos contratos da ANTT, incluindo projetos na Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Os novos contratos de concessão rodoviária federal em estruturação já preveem operação integral por pedágio eletrônico sem barreiras físicas — o denominado sistema Free Flow —, sem praças de cobrança convencionais. A informação foi destacada pelo gerente de Estudos e Projetos de Rodovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Stephane Quebaud, durante painel na Bienal das Rodovias 2026, realizada nessa quarta-feira, dia 17, em Brasília.
Entre os projetos que já nascem 100% Free Flow estão a Rota 2 de Julho, na Bahia, a Rota Portuária do Sul, no Rio Grande do Sul, e os novos lotes rodoviários de Santa Catarina. Desde 2025, os contratos federais assinados passaram a prever estudos para migração integral ao modelo, e a agência criou mecanismos para substituição gradual de praças físicas por pórticos eletrônicos em contratos existentes. “Não se trata mais de uma tendência ou de uma agenda de curto prazo. O modelo veio para ficar e será predominante na próxima geração de concessões rodoviárias”, afirmou Quebaud.
O principal desafio para a implantação do Free Flow não é tecnológico nem regulatório: é de comunicação com o usuário. A necessidade de ampliar a informação sobre formas de pagamento, prazos e consequências da inadimplência foi identificada como o maior obstáculo atual à consolidação do sistema, durante os debates na Bienal das Rodovias.
Investimento em Camboriú
Um grupo de investidores liderado pela VexCapital entregou ao prefeito de Camboriú (SC), Leonel Pavan, nessa quarta-feira, dia 17, um memorando de intenções para a implantação do AeroPark Camboriú. O empreendimento prevê aeroporto executivo, hangares, parque tecnológico, condomínios aeronáuticos e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em área de 2,2 milhões de metros quadrados na região do Braço. O investimento estimado é de R$ 1 bilhão.
O memorando de intenções marca o início dos procedimentos administrativos e estudos de viabilidade. A implantação depende de estudos técnicos, adequações legais e aprovações dos órgãos competentes, incluindo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela autorização de aeroportos no país.
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