O CEO da Vibra, Ernesto Pousada, afirmou nesta quinta-feira (12) que todo o aumento de custo com importações de combustível já está sendo “passado adiante na margem”, ou seja nos preços praticados pela companhia junto aos varejistas.
O executivo falou em teleconferência com analistas sobre os resultados financeiros do 4° trimestre de 2025. Sem precisar os volumes e previsão de duração, Pousada também repetiu, mais de uma vez, que a Vibra está com estoques de diesel “absolutamente normais”, com volumes suficientes para seguir atendendo seus “clientes habituais”.
Na prática, o repasse dos custos de importação no preço aos revendedores significa encarecimento do diesel e gasolina para o consumidor na ponta da cadeia. Maior distribuidora de combustíveis do país, a Vibra ainda não tinha se posicionado publicamente sobre a dinâmica dos seus preços em meio à escalada das cotações internacionais do petróleo e seus derivados nos últimos 13 dias, desde o início da guerra no Oriente Médio. Em que pese a estabilidade dos preços da Petrobras, a Vibra e outras distribuidoras já têm elevado seus preços para equilibrar o maior custo corrente ou futuro com a parcela importada.
“Todo esse valor que está sendo importado, esse custo a mais em que estamos incorrendo, estamos passando isso adiante como margem. Para todas as nossas importações, fazemos o hedge [cobertura] e o repasse está sendo feito. Ele tem um impacto, mas que se dilui na operação porque temos um volume muito grande que vem da Petrobras [com preços estáveis até aqui]”, disse Pousada.
Num segundo momento, ele frisou que a empresa segue fazendo as importações necessárias para os próximos meses de operação, sempre com o hedge dos custos. O executivo também explicou que a atual situação de conforto da companhia se deve, em boa medida, aos estoques mais altos formados no início do ano.
“Os estoques estão muito parecidos com o que estavam em meses anteriores. Na passagem de fevereiro para março, estávamos com estoques mais altos, o que garantiu que possamos atender a todos os nossos clientes habituais”, disse.
A Vibra apresentou na quarta-feira (11) os resultados financeiros de outubro a dezembro, com um lucro consolidado de R$ 615 milhões, sendo R$ 569 milhões advindos do negócio de combustíveis, alta de 11% em relação a igual período de 2024.
Pousada destacou que, para o futuro, todos os planos passam por avançar “gradualmente e de forma estrutural”, tanto na margem de distribuição, quanto na participação de mercado. E destacou que 2025 e os últimos meses são um período de “inflexão” do negócio, tendo sido bom momento para o aumento da base de postos, o que, reconheceu, se reforça agora, com o contexto de instabilidade na cadeia, que leva revendedores a buscarem maior segurança no fornecimento.
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