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Transporte responde por 98% das emissões no Porto de Fortaleza

Levantamento da pegada de carbono é etapa inicial do Plano de Descarbonização do complexo 

Navios, rebocadores, terminais, caminhões e ferrovias concentram 98% das emissões de gases de efeito estufa no Porto de Fortaleza, segundo diagnóstico recém-concluído pela Companhia Docas do Ceará (CDC) em parceria com a Fundación Valenciaport, instituição referência em sustentabilidade e descarbonização portuária na Europa. O levantamento, que calculou a emissão de 55.985 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2023, marca a primeira etapa do Plano de Descarbonização do complexo portuário de Fortaleza.

O estudo seguiu metodologias reconhecidas internacionalmente pelo GHG Protocol Brasil e pelo Puertos del Estado. Ainda segundo o levantamento, os demais 1,2% das emissões decorrem de outras atividades portuárias. Com os dados técnicos, a CDC pretende fundamentar ações para reduzir e compensar gases de efeito estufa (GEE).

Nesta semana, o projeto entrou na fase final, com reuniões estratégicas envolvendo operadores portuários, terminais arrendados e o corpo técnico da autoridade portuária. As discussões abordaram transição energética, eficiência operacional e redução de emissões, com foco em soluções sustentáveis e economicamente viáveis para curto, médio e longo prazos.

O contrato entre a CDC e a Fundación Valenciaport foi assinado em julho de 2024 e prevê, além do cálculo da pegada de carbono, a elaboração do Plano de Descarbonização do Porto de Fortaleza, cuja conclusão está prevista para dezembro deste ano.

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