REGIÃO NORDESTE
Empresa do grupo Agemar investiu em tecnologia, infraestrutura e conforto para motoristas no Porto de Suape e prepara expansão
Instalada às margens da PE-09, na principal via de acesso ao Porto de Suape, a Sulog, empresa do Grupo Agemar, acaba de completar cinco anos de operação. O pátio de triagem, que nasceu para organizar o fluxo de caminhões e oferecer apoio aos motoristas, ultrapassou a marca de 1 milhão de veículos atendidos desde 2020.
A sustentabilidade se tornou um dos principais resultados desse processo. Com os veículos desligados até o momento da chamada, a Sulog calcula que evita a emissão de 1.347 toneladas de CO₂ por ano, o equivalente ao trabalho de 65 mil árvores. “É uma contribuição direta que reforça o compromisso de qualidade e com o meio ambiente do grupo Agemar”, destaca o diretor-executivo, Bruno César de Brito Santos.
Segundo ele, o impacto também foi direto na produtividade. “Antes, motoristas conseguiam apenas uma viagem por dia ao porto. Hoje, com a disciplina do processo, chegam a realizar até três”, conta.
Além de servir como uma área segura para estacionar o veículo, a estrutura oferece restaurante, oficina e espaço de convivência para os motoristas. O sócio-diretor da empresa, Manoel Carvalho Ferreira Júnior, lembra que o conforto foi prioridade desde o início do projeto. “O caminhoneiro não fica mais ao relento. O pátio é quase um shopping center, com serviços e banheiros de padrão comparável a aeroportos. Essa espera se tornou um tempo de descanso e não de desgaste”, afirma.
Outro destaque foi a criação da central de destroca de botijões, onde os vasilhames de gás saem vazios, depois da destroca, para seguir para o terminal, onde ocorre o envase. A unidade movimenta mais de 1,5 milhão de botijões por mês em Suape e trouxe previsibilidade ao transporte, reduzindo filas. Com investimento de R$ 5 milhões, o espaço transformou a rotina de muitos motoristas. “Já ouvimos caminhoneiros dizerem que ganharam de volta finais de semana inteiros com a família depois dessa mudança”, complementa o diretor-executivo.
Central de destroca de botijões da Sulog movimenta 1,5 milhão de unidades por mês.
Expansão pelo Brasil
Com cerca de 120 mil m² de área construída e investimentos iniciais de R$ 40 milhões, a Sulog agora olha para novos projetos. Um pátio em Salvador (BA) deve ser entregue até 2026, enquanto outro, na região de Miritituba (PA), também está em fase de planejamento e deve sair do papel até o final do ano que vem.
A médio prazo, a empresa estuda a possibilidade de implantar bolsões urbanos para controlar a entrada de caminhões em cidades. “Nosso desafio é seguir coordenando o fluxo e ampliando os benefícios para toda a cadeia logística”, resume o sócio-diretor.
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