Unidade da OneBio terá capacidade de 225 mil m³ por dia e utiliza biogás gerado a partir de resíduos sólidos urbanos
O estado de São Paulo passou a abrigar a maior planta de biometano do Brasil com a inauguração, no sábado (7), de uma unidade de produção no município de Paulínia. O empreendimento foi inaugurado em cerimônia com a presença do governador Tarcísio de Freitas e da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
A planta pertence à empresa OneBio e está instalada em um ecoparque que substituiu um antigo aterro sanitário. A unidade produz biometano por meio da purificação do biogás gerado a partir da decomposição de resíduos sólidos urbanos depositados no local.
Com capacidade nominal de produção de 225 mil metros cúbicos por dia (m³/dia), a planta representa cerca de um terço da capacidade instalada de biometano no estado. O volume corresponde ao consumo estimado de mais de mil ônibus urbanos. A operação começou com produção equivalente a cerca de 50% da capacidade total e a previsão é de atingir operação plena ao longo de 2026.
O projeto foi estruturado por meio de parceria entre a Edge, que detém 51% da participação, e a Orizon Valorização de Resíduos, responsável pelos outros 49%. A comercialização do biometano será realizada pela Edge, e a planta já está conectada à rede de distribuição de gás canalizado.
Em novembro de 2025, a Edge anunciou contrato de fornecimento de biometano para uma unidade industrial da Unilever localizada em Valinhos (SP), com objetivo de utilizar o combustível na descarbonização de processos industriais e operações logísticas.
A unidade recebeu licença de operação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo e autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para produção e comercialização do biometano.
“Uma das nossas vocações é a transição energética. O mundo precisa de parceiro confiável para gerar energia e nós podemos ser esse parceiro confiável”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas durante a cerimônia de inauguração.
Segundo dados do governo estadual, São Paulo concentra atualmente nove plantas de biometano autorizadas em operação, com capacidade conjunta de cerca de 700 mil metros cúbicos por dia. O volume corresponde a aproximadamente metade da capacidade instalada no país. Outras oito unidades estão em fase de autorização pela ANP.
A projeção do governo paulista é que a capacidade instalada no estado ultrapasse 800 mil m³/dia até dezembro de 2026, dentro de um potencial estimado de 6,4 milhões de m³/dia.
O biometano é obtido a partir da purificação do biogás produzido pela decomposição de resíduos orgânicos, como resíduos urbanos, agroindustriais ou provenientes de atividades pecuárias. O combustível pode substituir o gás natural em processos industriais, ser utilizado na produção de fertilizantes ou abastecer veículos leves e pesados.
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