Projeto visa criar primeiro corredor verde de transporte na Via Dutra

Projeto visa criar primeiro corredor verde de transporte na Via Dutra

O E-Dutra, considerado inédito no Brasil, tem como foco a eletrificação da frota do transporte de cargas

Com a iniciativa de fomentar projetos de sustentabilidade no sistema de transporte de cargas rodoviárias do país, o Governo Federal e a iniciativa privada visam transformar a Rodovia Presidente Dutra, a BR-116, que liga os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Denominado de E-Dutra, o projeto é considerado pioneiro no Brasil, com objetivo de criar o primeiro corredor verde para o transporte rodoviário.

A meta do projeto é colocar 1.000 caminhões elétricos por dia em operação até o ano de 2030 no percurso. O desafio inicial é justamente testar a tecnologia desses modelos de veículos em uma rota estratégica e de alta densidade como é o caso da Via Dutra, servindo de modelo para outros corredores logísticos no país. O Brasil busca promover a descarbonização do transporte de cargas, para se consolidar a vanguarda da transição energética na logística.

“Nós estamos fazendo na BR-116, do Rio de Janeiro até São Paulo, um investimento fortíssimo, numa das áreas que era um dos maiores desafios rodoviários do estado do Rio de Janeiro e da América do Sul”, declarou Renan Filho, ministro dos Transportes.

Para que a Dutra efetivamente se torne um corredor verde, a infraestrutura prevê a instalação de hubs de recarga ultrarrápida a cada 100 quilômetros ao longo da rodovia, abastecidos por energia solar e eólica, para atender caminhões e carros elétricos. Entre os parceiros envolvidos nessa proposta estão os operadores logísticos EcoRodovias e LOTS Group, além do Governo Federal e de montadoras para a substituição dos veículos movidos a diesel por modelos elétricos.

“Quando você pega uma obra dessa, você não mede ela pelo tamanho. A importância dela está na qualidade do serviço. O que a obra vai prestar para sociedade, para os caminhoneiros, para os carros, e para as cargas”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O E-Dutra tem previsão de corte de 50 mil toneladas de gás carbônico. Alguns estudos sobre corredores verdes apontam que, em um trecho entre o estado do Mato Grosso e de São Paulo, por exemplo, a queda de emissões de CO2 representa 55% por meio de viagens mais rápidas, menos 15% no tempo de deslocamento, e logística mais barata, sendo menos 3% de diferença nos custos operacionais.

Fonte: Benews

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