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Porto Central, no Espírito Santo, promete transformar a logística nacional

O Brasil avança em sua infraestrutura logística com a construção do Porto Central, um novo complexo portuário privado em Presidente Kennedy (ES) que contará com um canal de acesso marítimo de 25 metros de profundidade — o maior do país. O projeto, com investimento superior a R$ 16 bilhões, está entre os mais ambiciosos do setor e tem potencial para reposicionar o Brasil no comércio marítimo global.

Atualmente, a maior parte dos portos brasileiros opera com calado máximo entre 12 e 15 metros, o que restringe a entrada de grandes embarcações e eleva os custos logísticos. Entre os mais profundos, destacam-se o Porto de Itaqui (MA), com até 19 metros em áreas dragadas, e o Porto do Açu (RJ), com cerca de 20 metros — ambos privados e preparados para receber navios de grande porte. Com 25 metros, o Porto Central superará esse patamar, possibilitando a atracação de navios VLCCs (Very Large Crude Carriers) e Valemax, até então inviáveis no Brasil.

O empreendimento foi concebido como um porto multipropósito, com capacidade para movimentar grãos, minérios, petróleo, carga geral e atender setores estratégicos como agronegócio, mineração, indústria de transformação e automotiva. Sua localização estratégica favorece o escoamento de cargas de estados-chave como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, além de ampliar o acesso aos mercados europeu, asiático e americano. A infraestrutura integrará rodovias, ferrovias, dutovias e cabotagem, garantindo eficiência logística.

Um diferencial do Porto Central está no compromisso com a sustentabilidade. A dragagem será acompanhada por monitoramento ambiental em tempo real, e o projeto passou por revisões e atualizações para atender ao rigor das licenças ambientais emitidas pelo Ibama e órgãos estaduais. Entre as medidas adotadas, destacam-se:

  • Governança alinhada a padrões internacionais de eficiência e segurança;
  • Monitoramento contínuo de riscos e intervenções sustentáveis;
  • Diálogo com comunidades locais e autoridades reguladoras.

As obras do Porto Central estão estruturadas em cinco fases, com operações parciais previstas para 2025 e conclusão total até 2040. Quando finalizado, o complexo colocará o Espírito Santo na vanguarda dos hubs logísticos da América do Sul, fortalecendo a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Tags: IBL

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