Alta do diesel, pressionada pelo petróleo no mercado internacional, encarece a operação e reacende risco de paralisação no país
A escalada do preço do diesel, impulsionada pela alta do petróleo no mercado internacional em meio à guerra no Oriente Médio, voltou a pressionar os caminhoneiros e reacendeu o risco de uma nova paralisação nacional. Mesmo após medidas do governo, como a redução de tributos e tentativas de conter o impacto na bomba, o combustível segue em alta, elevando de forma direta e contínua o custo do transporte rodoviário no país.
Como o diesel representa uma das principais despesas da atividade, podendo responder por uma fatia relevante do custo total do frete, o aumento tem impacto imediato sobre a renda da categoria. O problema se agrava porque os caminhoneiros enfrentam dificuldade para repassar esse custo ao valor do frete, que não acompanha a mesma velocidade de alta, comprimindo as margens e tornando parte das viagens economicamente inviável.
A esse cenário se soma a percepção de que as medidas adotadas até agora não tiveram efeito prático suficiente e de que a tabela de frete mínimo, criada após a greve de 2018, não é efetivamente cumprida. Caminhoneiros apontam falhas na fiscalização e ausência de penalização consistente para empresas que operam abaixo do piso, o que amplia a pressão sobre os valores pagos e reduz ainda mais a renda da categoria.
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