Resumo das principais notícias publicadas na semana passada no Brasil sobre o setor de transporte rodoviário de carga
Aumento dos custos operacionais
Frete sobe 6% em fevereiro
Segundo o Índice de Frete Edenred Repom, o preço médio por km atingiu R$ 7,39, um aumento de 6,03% em relação a janeiro. Esse crescimento foi impulsionado pelos reajustes na tabela da ANTT, a alta da Selic, a demanda do agronegócio e os aumentos nos preços do diesel e do ICMS sobre combustíveis (poder360.com.br).
Diesel mais caro pressiona frete
Em fevereiro, o diesel teve aumentos de cerca de 4–6%, impactando diretamente os custos de transporte. A Petrobras elevou o valor em cerca de R$ 0,22 por litro, e estados reajustaram o ICMS, criando um efeito em cascata no setor .
Logística em crise com supersafra
Com a supersafra de grãos (estima-se até 325 milhões de toneladas), produtores enfrentam escassez de caminhões, armazéns e mão de obra. Em Mato Grosso, o frete subiu até 62% entre janeiro e fevereiro, refletindo gargalos logísticos que dificultam o escoamento e pressionam os preços ao consumidor (revistaferroviaria.com.br).
A Conab também relatou atrasos nas entregas de milho, pois transportadoras não encontraram veículos disponíveis ou estavam com valores de frete muito elevados ( www1.folha.uol.com.br).
Setor cobra reajuste urgente
A NTC&Logística alerta que, com os custos operacionais subindo (combustível = ~35% dos custos, pedágios + encargos trabalhistas + juros elevados), muitos contratos já operam no limite da margem. A associação defende reajustes imediatos e lembra que, por lei (Lei 13.703/2018), a tabela da ANTT deve ser atualizada quando o diesel varia mais de 5% (estradao.estadao.com.br).

