Mercados de algodão e trigo operam com volatilidade entre físico e contratos futuros - ANATC - Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas

Mercados de algodão e trigo operam com volatilidade entre físico e contratos futuros

Markestrat Group destaca estratégia de comercialização como fator-chave para preservar margens dos agricultores

Os mercados de algodão e trigo seguem apresentando comportamentos distintos entre as cotações do cenário doméstico e os contratos futuros. Conforme os especialistas da Markestrat Group, o cenário reflete fatores climáticos e movimentos regionais de oferta e demanda nestes primeiros dias de fevereiro.

No algodão, o mercado físico sustenta leve alta semanal (+1,64% na última semana), apoiado em ajustes pontuais no curto prazo. Já os contratos futuros seguem pressionados, incorporando um ambiente de maior cautela diante do avanço do plantio e das incertezas climáticas. “O físico encontra algum suporte, mas os futuros ainda refletem revisões de expectativa ligadas ao ritmo de semeadura e ao cenário climático”, avalia a Markestrat Group.

Em Mato Grosso, as chuvas intensas têm atrasado a semeadura do algodão, elevando os riscos da safra. Segundo a consultoria, o excesso de umidade amplia as incertezas sobre produtividade e qualidade da fibra, além de dificultar decisões de comercialização neste momento. “Precisão no manejo, na adubação e no monitoramento climático será determinante para mitigar impactos e preservar a rentabilidade da safra”, aponta em relatório.

Oferta de trigo mais ajustada

Assim como no algodão, o mercado físico do trigo mantém viés positivo, refletindo uma oferta mais ajustada e movimentos regionais distintos entre o Paraná e o Rio Grande do Sul ao final de janeiro. A dinâmica local tem garantido sustentação aos preços, mesmo em um ambiente de negócios mais seletivo.

Nos contratos futuros de trigo, contudo, o movimento é de pressão negativa. De acordo com a Markestrat, o mercado segue cauteloso com o ritmo de negócios e com a concorrência externa. “Mesmo com a safra colhida, os futuros ainda precificam um ambiente competitivo, especialmente frente ao trigo importado”, avaliam os especialistas. Para o produtor de trigo, o momento reforça a importância da estratégia comercial, como “timing de venda sendo um  fator-chave para capturar melhores preços”. 

Tags: Agro Estadão

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