Elas são mais cuidadosas e estão ganhando cada vez mais espaço em profissões que já foram predominantemente masculinas. Há três anos, as primeiras mulheres começaram a dirigir caminhões para o Grupo Potencial, uma das maiores distribuidoras de combustíveis e logística integrada do Sul do Brasil. Hoje, quatro mulheres fazem parte da operação na empresa, e a intenção é ampliar a participação feminina na equipe, o que reflete a tendência das oportunidades em crescimento.
Em 2022, segundo dados do setor compilados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), as motoristas representavam 3,4% dos habilitados para dirigir veículos pesados no país. Em 2024 elas já somavam 6,5%, o que corresponde a cerca de 182 mil mulheres com habilitação para dirigir caminhões e carretas no Brasil, de acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
O número poderia ser ainda maior se houvesse mais segurança e estrutura para elas nas estradas. Essa falta de condições faz com que poucas mulheres atuem como caminhoneiras, embora muitas sonhem com isso. A baixa presença de mulheres com experiência no mercado também é um desafio para ampliar as contratações no Grupo Potencial.
Amor pela estrada, apesar dos obstáculos
Para a ex-atendente de farmácia Josiane de Freitas Cabral, 30 anos, uma das motoristas do Grupo Potencial, a maior parte das paradas nas estradas não está preparada para atender a esse público feminino. Ainda assim, ela não desencoraja outras mulheres a seguirem seus sonhos. “Independentemente da dificuldade, o caminhão proporciona muita liberdade. Se a profissão for seguida com amor, tudo vai dar certo”, diz.
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