
A Nova 364 investiu R$ 360 milhões somente nos primeiros 100 dias de operação da rodovia 364 em 2025. Este valor é 18 vezes superior ao investimento executado pelo Governo Federal em todas as rodovias federais do estado no mesmo período (R$ 19,51 milhões). A estratégia permitiu antecipar 71% das obras previstas originalmente em contrato para 2026, visando entregar uma rodovia mais segura e eficiente para o escoamento da safra de grãos que começa no mês que vem. Os dados mais recentes de uma Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada em dezembro há menos de um mês, revelam que o motorista já convive com um custo operacional muito superior e invisível devido ao passivo histórico da infraestrutura rodoviária em Rondônia. A má qualidade das estradas no Estado, onde 61,8% da malha é classificada apenas como ‘regular’ e 14,1% está ‘ruim’ ou ‘péssimo.’

Esta condição gera um aumento médio no custo operacional do transporte de 38,1% em comparação a uma rodovia em ótimas condições, sete pontos porcentuais acima média nacional, estimada em 31,2%. Essa diferença mostra que a má qualidade da malha viária no Estado compromete a competitividade logística, encarecendo o frete e impactando diretamente no preço final dos produtos ao consumidor. A comparação entre custos, de forma objetiva e direta, evidencia uma grande discrepância. Enquanto a precariedade da rodovia federal impõe um custo oculto médio de 38,1% sobre o frete e o produto, a cobrança de pedágio na rodovia representa um acréscimo aproximado de 12%.

Wagner Martins, diretor-presidente da Nova 364, explicou que “Ao assumir a operação da BR-364 em agosto de 2025, já investimos R$ 360 milhões nos primeiros 100 dias visando eliminar esse custo da ineficiência que hoje corrói a margem do transportador e do setor produtivo. Vale acrescentar que o desperdício de combustível e o desgaste precoce da frota em Rondônia custam hoje mais do que o dobro do impacto previsto com a tarifa de pedágio.” Apenas em 2025, a frota de veículos nas rodovias do Estado registrou um consumo excessivo de 27,1 milhões de litros de diesel causado pela má qualidade do pavimento, segundo dados da Pesquisa CNT de Rodovias. Esse desperdício gerou um prejuízo de R$ 155,65 milhões aos transportadores rondonienses. O impacto financeiro da má infraestrutura é mais de três vezes superior ao custo direto da tarifa. Além disso, diferentemente do custo invisível da ineficiência, o pedágio está diretamente vinculado à entrega de outros benefícios, como redução de acidentes, menor consumo de combustível, maior previsibilidade logística e ganho de segurança para usuários e transportadores.
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