Um dos destaques é a aprovação da construção de seis Oil Spill Response Vessel, navios para o combate a vazamentos de óleo e emergências ambientais no mar, solicitados pela CMM Offshore Brasil S/A.
EIXO DO PODER
O setor naval brasileiro recebeu um importante investimento com a aprovação de R$ 4 bilhões em novos projetos pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), durante a 60ª Reunião Ordinária realizada em 18 de setembro. As iniciativas contemplam construção, modernização, docagem, manutenção e reparo de embarcações, além da implantação de um dique flutuante. Com isso, o total de projetos aprovados em 2025 já soma R$ 28 bilhões.
Entre os destaques está a construção de seis navios OSRV (Oil Spill Response Vessel), especializados no combate a vazamentos de óleo e emergências ambientais no mar. O investimento de R$ 2,97 bilhões, solicitado pela CMM Offshore Brasil S/A, será executado no Estaleiro Enseada, na Bahia, com previsão de geração de 6.795 empregos diretos. A iniciativa contribui para a renovação da frota afretada pela Petrobras e fortalece a indústria naval nacional.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os projetos aprovados reforçam o compromisso do Governo Federal com a modernização da frota da marinha mercante e com o aumento da competitividade logística do país. Os estados envolvidos terão papel estratégico na geração de empregos, renda e expansão da capacidade produtiva.
Além da Bahia, os investimentos se estendem a diversas regiões:
- Rio Grande do Sul e Pará: construção de navios-tanque, barcaças e rebocadores.
- Amazonas: construção de balsas graneleiras e um dique flutuante.
- Santa Catarina e Rio de Janeiro: modernização e docagem de embarcações de apoio offshore.
- Pernambuco: docagem de navio gaseiro.
Esses projetos têm potencial para gerar mais de 12 mil empregos diretos, impulsionando o desenvolvimento regional e promovendo avanços na infraestrutura logística nacional.
O Fundo da Marinha Mercante (FMM), administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, atua por meio de agentes financeiros como BNDES, Banco do Brasil, BASA, BNB e Caixa Econômica Federal. O prazo para envio de propostas à 61ª Reunião Ordinária, marcada para 11 de dezembro, encerra em 13 de outubro. Os projetos podem ser financiados em até 90% do valor, conforme critérios definidos pela Resolução CMN 5.225/2025.
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