Embora o governo aponte que a atual adição de 15% de biodiesel ao diesel ajude a reduzir a vulnerabilidade do mercado de diesel aos conflitos externos, limites na oferta do renovável levantam dúvidas sobre o real efeito de percentuais superiores na redução de preços.
A Lei do Combustível do Futuro sinaliza tanto ao mercado de biodiesel quanto de etanol o crescimento da sua participação. Mas esse crescimento tem que acompanhar a curva de oferta desses produtos, senão gera aumento de preços”, explicou o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT/BA).
Ao mesmo tempo em que produtores de biodiesel apontam que têm capacidade ociosa para atender uma demanda maior do que a atual, próxima a 10 bilhões de litros/ano, a alta concentração das usinas no Sul e Centro-Oeste do país encarece a logística de distribuição para o Norte e Nordeste — já que o mandato é nacional.
Antes dessa crise, o [preço do] biodiesel ainda era um pouco superior ao do diesel da Petrobras. Por que? Por questão de oferta e de capilaridade para fazer a mistura. Ele tem que ser levado de onde tá a produção para ser misturado”, aponta o ministro.
A visão do governo é que, a partir de uma previsão dada pelo Combustível do Futuro de aumento da demanda, novos investimentos em usinas irão ampliar a oferta, melhorando a relação custo-benefício dos avanços de mistura.
Mas, como o nome da lei diz, é algo para o futuro.
Subir artificialmente, sem garantia da oferta, impacta em [aumento de] preço imediato para o consumidor”, completa.
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