Autoridades pedem urgência na liberação da 2ª ponte na fronteira Brasil-Paraguai - ANATC - Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas

Autoridades pedem urgência na liberação da 2ª ponte na fronteira Brasil-Paraguai

Ponte da Integração ainda necessita de algumas obras de acesso para o transporte de cargas entre os países

Autoridades da logística sul-americana discutiram os desafios e caminhos para a melhoria do transporte rodoviário na fronteira entre Brasil e Paraguai. Os painelistas apontaram a liberação da segunda ponte para tráfego, além da aplicação de tecnologia e segurança para garantir o fluxo de cargas no trecho. O debate ocorreu durante o Mercosul Export, Fórum Internacional de Logística, Infraestrutura e Transportes, nesta sexta-feira (18).

O diretor-presidente do Grupo Seagri, um dos principais no segmento do agronegócio no Paraguai, destacou a urgência para a liberação da Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco. A estrutura ainda aguarda a conclusão de obras de acesso para ter o fluxo de cargas totalmente liberado.

“A liberação da segunda ponte é urgente. Tivemos um aumento de milhares de estudantes brasileiros que vêm para Ciudad del Este estudar medicina, e eles cruzam de carro. Esse fluxo já aumentou significativamente, então fica impossível aumentar quantidades de exportação entre os países se não houver melhora no fluxo”, pontuou.

Painel debateu os desafios e melhorias para o transporte rodoviário de cargas na fronteira Brasil-Paraguai. Foto: César Agüero/Brasil Export

Gustavo Vieira, professor de Direito da Integração da UNILA e pesquisador da Fundação Araucária (NAPI-Trinacional), argumentou a necessidade de diálogo para uma terceira ponte na fronteira para atender a demanda.

“O tratado da segunda ponte é de 1992. Estamos em 2025 e não podemos usar ainda a ponte da Integração. Então, observando, me parece estratégico tentar construir mecanismos para encurtar os tempos. Dentre eles, não é hora de lutar pela terceira ponte”, disse.

O professor destacou os sistemas de segurança e de tecnologia já implantados na fronteira, mas afirmou que eles precisam estar em acordo com a grande movimentação de cargas na fronteira. “O crime organizado está ferindo nossas institucionalidades, e isso afeta os países. Não se trata de um problema pontual”.

O presidente do Grupo Binacional e do Sindifoz (Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Foz do Iguaçu), Celso Gallegario, citou que houve avanços nos dois países para a liberação da segunda ponte, mas salientou que é preciso regulamentar a vocação das duas ligações.

“Já houve uma conversa do governo do Paraná com o governo paraguaio sobre a utilização da ponte. Não seria viável utilizar as duas pontes para ambos os tráfegos. Uma ponte para o transporte de cargas e agregar a ela outro tipo de segmento, desde que seja regulamentado. Criar uma forma de utilizar as duas, visando reduzir os impactos”, analisou.

O painel contou também com a participação de Juan Velasquez, Diretor de Assuntos Internacionais do Dinatran. A moderação foi do jornalista Leopoldo Figueiredo, diretor-geral da Rede BE News.

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