Os conselheiros do Instituto Brasil Logística (IBL) participaram, nesta quarta-feira (19), da 103ª reunião da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLOG) do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília. O encontro foi conduzido pelo conselheiro do IBL, Edeon Vaz, que há dez anos preside a CTLOG e também atua como diretor-presidente do Movimento Pró-Logística da Aprosoja-MT. Também estiveram presentes o conselheiro Carley Welter, diretor de Relações Governamentais da ANATC, e o conselheiro Elielson Almeida, presidente da ABEPRA.
Logo na abertura, Edeon indicou o presidente do Sistema Faepa/Senar-PB, Mário Borba, para assumir a presidência da Câmara Temática. A indicação foi aprovada pelos participantes e será encaminhada ao ministro da Agricultura para confirmação. Em seguida, Edeon comentou os desafios do transporte de grãos pelo Rio Madeira. Ele ressaltou as fragilidades do modal hidroviário diante dos efeitos das mudanças climáticas e reforçou a necessidade de investimentos em infraestrutura e gestão para garantir eficiência e segurança no escoamento da produção nacional.
Durante a reunião, o conselheiro do IBL Elielson Almeida apresentou um panorama técnico sobre os Portos Secos e os Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (CLIAs), destacando sua relevância para a cadeia logística. Ele explicou que esses equipamentos, localizados fora da zona primária e operando sob supervisão da Receita Federal, funcionam como extensões de portos e aeroportos, oferecendo infraestrutura completa para operações de importação e exportação.
Elielson enfatizou que os Portos Secos e CLIAs atuam como hubs logísticos capazes de reduzir gargalos, aumentar a eficiência operacional e aproximar o comércio exterior dos polos produtivos. Esses centros contribuem diretamente para a redução de custos logísticos, para a interiorização das operações e para o fortalecimento de regiões estratégicas. Ele destacou ainda que esses empreendimentos democratizam o acesso a regimes aduaneiros especiais – e oferecem serviços agregados, incluindo etiquetagem, reembalagem, controle de estoque e integração multimodal.
Ao abordar a ausência de Porto Seco na região Nordeste, Elielson ressaltou a importância de apoiar o Porto Seco A2, lembrando que a transição para um modelo baseado em autorizações deve ampliar a participação da iniciativa privada na implantação desses empreendimentos. Segundo ele, diversos municípios e estados da região têm demonstrado interesse em desenvolver projetos dessa natureza, mas o avanço ainda depende da análise da Receita Federal. Ele reforçou que o novo regime de autorizações tende a conferir mais agilidade, flexibilidade e eficiência ao setor.
Encerrando o encontro, Edeon apresentou o conjunto de demandas acumuladas ao longo de seus dez anos de gestão à frente da CTLOG.
Outros representantes também apresentaram suas demandas e pontos de atenção. A reunião contou com a participação de instituições estratégicas para o setor, como Embrapa, CONAB, ATP, CNA, ACEBRA, Petrocity Group e ABAC, entre outras, além de especialistas e lideranças do agronegócio e da logística em nível nacional.

