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Setor quer reduzir pela metade mortes em rodovias concedidas

Coalizão pela Segurança Viária estabelece objetivo de cortar fatalidades em 50%; CNT aponta diferença de infraestrutura entre vias concedidas e públicas

A Coalizão pela Segurança Viária estabeleceu a meta de reduzir em pelo menos 50% as mortes nas rodovias brasileiras concedidas até 2037. A iniciativa reúne diferentes organizações do setor e pretende combinar investimentos em infraestrutura, tecnologia, educação e mudanças de comportamento para diminuir a gravidade dos acidentes.

A meta foi destacada nesta sexta-feira (18), durante o webinar “Visão Zero: Construindo Caminhos Mais Seguros”, promovido pela Melhores Rodovias – ABCR, no início da Semana Nacional de Trânsito.

Um dos dados apresentados no encontro pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra uma diferença relevante entre as condições de segurança das rodovias concedidas e das administradas pelo poder público.

Segundo Jefferson Cristiano, gerente executivo de Estatística e Pesquisa da CNT, quase 60% das rodovias concedidas apresentam alto nível de “perdão”, enquanto aproximadamente 60% das vias sob gestão pública apresentam baixo nível nesse indicador.

O conceito de “rodovia que perdoa” parte do princípio de que a infraestrutura deve ser projetada para considerar a possibilidade de erro humano e reduzir suas consequências. Isso envolve elementos capazes de evitar que uma falha do motorista resulte necessariamente em um acidente grave ou fatal.

Meta exige ações além da infraestrutura

A redução das mortes, entretanto, não depende apenas de intervenções físicas nas rodovias. A Coalizão pretende atuar também em segurança veicular, engenharia de tráfego, educação, comunicação e uso de tecnologia.

“A coalizão que nós estamos trabalhando não nasce para fazer mais manifestos em favor da segurança viária. Ela nasce para que os seus membros se comprometam com ações concretas, no nível de contribuição que cada ator pode dar”, afirmou Sérgio Avelleda, sócio-fundador da Urucuia Mobilidade Urbana.

Marco Aurélio Barcelos, presidente da ABCR, destacou que a proposta segue o conceito de Visão Zero, abordagem segundo a qual mortes no trânsito não devem ser tratadas como consequência inevitável da mobilidade.

De acordo com Barcelos, além das condições da infraestrutura, fatores como excesso de velocidade, distração e falta de uso do cinto de segurança continuam contribuindo para os acidentes.

A CNT informou que pretende contribuir com a Coalizão principalmente nas áreas de engenharia de tráfego, formação, educação, comunicação e segurança veicular. O SEST SENAT também participa de ações de formação e prevenção, enquanto o Instituto de Transporte e Logística (ITL) atua na capacitação de gestores.

O próximo encontro presencial da Coalizão pela Segurança Viária está previsto para 17 de dezembro, na EPR Via Mineira, em Minas Gerais.

Tags: Transporte Moderno

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