Dados são do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborada com base em dados da plataforma Repom
O preço médio do frete por quilômetro rodado encerrou julho em R$ 8,63, comparado com R$ 8,67 registrados em junho, o que representa um recuo de 0,46%, segundo a mais recente análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborada com base em dados da plataforma Repom.
A queda do frete reflete, principalmente, o alívio nos custos operacionais proporcionado pela redução do preço do diesel. Adicionalmente a ANTT publicou, no fim de julho, a Resolução nº 6.084, que atualizou a tabela dos pisos mínimos de frete. A medida reduziu entre 0,002% e 2,18% os coeficientes de deslocamento (CCD).
E, nesse mesmo período, foi sancionada a lei que regulamenta a fiscalização e o piso mínimo de frete, a Lei Nº 15.485, que tornou definitivas as regras que até então vigoravam por meio da Medida Provisória nº 1.343/2026, visando garantir que os custos operacionais totais do transporte sejam refletidos nos preços do frete.
Apesar do ajuste regulatório, a dinâmica da oferta e da demanda deve sustentar pressão sobre os fretes nas próximas semanas. O avanço da colheita da segunda safra de milho mantém aquecida a demanda por transporte, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde 37,3% da área plantada, cerca de 823,5 mil hectares, já foi colhida. De acordo com a análise do IFR, esse movimento tende a elevar a procura por caminhões e pode influenciar o comportamento dos preços em agosto. Ao mesmo tempo, a redução da taxa Selic para 14% ao ano também passa a compor o cenário econômico observado pelo setor.
Em sentido oposto ao agronegócio, a indústria brasileira apresentou sinais de desaceleração em julho. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial caiu de 50,8 pontos em junho para 47,5 em julho, registrando a contração mais intensa dos últimos cinco meses, pressionado pelo aumento dos custos operacionais e pela redução das novas encomendas. Ainda assim, a perspectiva para o médio prazo permanece positiva: a confiança dos industriais para os próximos 12 meses avançou de 53% em junho para 66% em julho.
“O mês de julho foi marcado por um ambiente mais favorável para o transporte rodoviário, com a queda consecutiva dos preços do diesel contribuindo para acomodar o preço médio do frete. Para os próximos meses, o mercado deve continuar sendo impactado pelas dinâmicas dos setores e preço dos combustíveis, contudo, os efeitos da nova tabela de pisos mínimos da ANTT e da nova lei tendem a dar mais conformidade para os preços do frete”, analisou o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.
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