Governo mira 35% de participação das ferrovias no transporte de cargas até 2050 - ANATC - Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas

Governo mira 35% de participação das ferrovias no transporte de cargas até 2050

Meta do Ministério dos Transportes prevê reduzir custos logísticos do País de 15% para até 7% do PIB, com expansão da malha ferroviária e investimentos cruzados

O Governo Federal traçou uma meta de longo prazo para reconfigurar a matriz de transportes do Brasil: elevar a participação do modal ferroviário para 35% no transporte de cargas até 2050, um salto de aproximadamente 20 pontos percentuais sobre os níveis atuais. Com isso, busca promover um corte estrutural nos custos logísticos nacionais, que hoje consomem cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB), reduzindo esse indicador para o patamar de 6% a 7%, equivalente à média dos países membros da OCDE. O compromisso foi anunciado pelo ministro dos Transportesk, George Santoro, ontem.

Embora os percentuais balizem o novo Plano Nacional de Logística (PNL), os números específicos não constarão formalmente do texto normativo. A estratégia do Ministério dos Transportes foca na substituição da antiga lógica arrecadatória de outorgas, que priorizava o caixa imediato do Tesouro em detrimento da manutenção das vias, por um modelo focado na expansão física da malha e no estímulo complementar à cabotagem marítima.

O pilar central para viabilizar as novas ferrovias sem pressionar a meta fiscal é o mecanismo de investimentos cruzados, respaldado pela Lei de Ferrovias. A sistemática permite que concessionárias realizem obras de expansão diretamente como forma de quitação de obrigações outorgadas à União.

Para atrair o capital privado em projetos de longo prazo onde o retorno inicial é insuficiente para cobrir o custo de implantação, o Ministério dos Transportes negocia com as pastas da Fazenda e do Planejamento a inclusão de pelo menos R$ 1 bilhão no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O aporte público pontual atuará para mitigar o gap de viabilidade financeira de novas concessionárias, além de prever estudos ambientais prévios com comunidades locais para evitar o travamento de obras no Judiciário.

Temperatura recorde

A temperatura da superfície do mar no mês passado, na média global, foi a mais elevada já registrada, informou nessa segunda-feira, dia 10, o Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus (C3S), observatório da União Europeia (UE). A temperatura média dos oceanos extrapolares, fora das calotas e regiões polares extremas, atingiu em julho 20,96°C, batendo o recorde anterior de 20,89°C medido em 2023.

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