O presidente da Câmara Temática de Mobilidade Urbana da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), dep. Rubens Otoni, afirmou que o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, elaborado pelo Ministério das Cidades em parceria com o BNDES, representa um passo importante para o planejamento do transporte público brasileiro e destacou a importância de transformar os projetos em investimentos.
“O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana é uma iniciativa importante do governo federal e representa um marco para o planejamento do transporte público no Brasil, reunindo um diagnóstico consistente e uma carteira estruturada de projetos. Agora, o desafio é transformar esse planejamento em investimentos capazes de ampliar o acesso ao transporte de qualidade, promover o desenvolvimento das cidades e melhorar os deslocamentos da população.”, declarou.
O estudo foi lançado nesta semana (dia 1º de julho) e reúne um diagnóstico da infraestrutura de transporte público coletivo nas maiores regiões metropolitanas do país, além de apresentar uma carteira de investimentos para os próximos 30 anos.
O levantamento identifica o déficit de infraestrutura existente nas principais áreas urbanas brasileiras e propõe 187 projetos, entre metrôs, Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), corredores de ônibus e sistemas de Bus Rapid Transit (BRT). Ao todo, os empreendimentos somam cerca de R$ 430 bilhões em investimentos.
Com horizonte de planejamento até 2054, o estudo contempla as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil, todas com mais de um milhão de habitantes. As projeções apontam potencial para reduzir em 15% o tempo médio de deslocamento da população, diminuir em 11% os custos das viagens, reduzir as emissões de poluentes e evitar cerca de 27 mil vítimas no trânsito ao longo do período analisado.
O levantamento também estima uma demanda potencial de aproximadamente 6.600 ônibus elétricos, reforçando a necessidade de investimentos em soluções de transporte mais sustentáveis e eficientes.
Segundo o cronograma apresentado, cerca de 80% dos recursos necessários deverão ser vir de fontes públicas, incluindo aportes do Novo PAC. Os primeiros projetos estão previstos para o ciclo de 2026 e 2027, enquanto a mobilização dos recursos para as etapas seguintes deverá ocorrer entre 2029 e 2030.
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